Operação Wallet investiga uso de moedas virtuais no tráfico de drogas de SC

Grupo investigado na Operação Wallet também é suspeito de envolvimento no caso da catarinense presa com mala de drogas na Indonésia

Emanuela Justino Criciúma

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A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Repressão e Entorpecentes da DEIC, desencadeou na manhã desta segunda (28), uma operação que investiga o uso de carteiras de criptoativos para armazenar e transferir grandes valores oriundos do tráfico de drogas.

Seis cidades de Santa Catarina são alvos da operação, sendo elas: Florianópolis, São José, Biguaçu, Imbituba, Camboriú, Navegantes.

operaçãoOperação aconteceu em 6 cidades catarinenses – Foto: Divulgação/Polícia Civil

O nome da operação, Wallet, se dá em virtude dos investigados utilizarem dezenas de carteiras de criptoativos (Wallets), ou como é popularmente conhecida, moedas digitais, para movimentar valores de atividades ilícitas.

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Ao todo foram cumpridos 32 mandados de busca, 17 mandados de prisão, bloqueio de 15 contas bancárias, bloqueio de empresas, apreensão de veículos e o bloqueio de 16 carteiras de criptomoedas em uma das maiores corretoras do mundo.

Investigação começou em 2022

Grupo pode ser o responsável da catarinense presa na Indonésia – Foto: PCSC/Reprodução/NDGrupo pode ser o responsável da catarinense presa na Indonésia – Foto: PCSC/Reprodução/ND

As investigações da operação começaram em 2022 depois de um levantamento realizado pela polícia, que o mesmo grupo que já tinha sido preso em 2019, continuava atuando fortemente no tráfico de drogas e enviando cocaína em malas de viagem.

Ainda durante as investigações, foi levantada a suspeita de o grupo ser o responsável pelo envio da catarinense que foi presa na Indonésia, em dezembro de 2022, com uma mala contendo cocaína em fundo falso.

Manuela Vitória está presa na Indonésia – Foto: R7/Reprodução/NDManuela Vitória está presa na Indonésia – Foto: R7/Reprodução/ND

Organização investigada na Wallet já tinha sido presa

Segundo a Polícia Civil, em 2019, a mesma organização já tinha sido presa com grande quantidade de cocaína, drogas sintéticas e malas de viagem preparadas com aproximadamente 5 kg de cocaína cada, além de uma prensa para produção de drogas sintéticas.