Oposições na Alesc condenam aumento de 246% aos alunos da Academia da PM

Aprasc anuncia ação de inconstitucionalidade contra projeto de aumento da segurança pública

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Os deputados de oposição na Assembleia Legislativa de Santa Catarina continuam condenando o Projeto de Lei Complementar, enviado pelo governador Carlos Moisés, aumentando os vencimentos dos alunos da Academia de Policia em 300%.  Passarão de R$ 4.700 para R$ 16.300 mensais.

Alunos estiveram na Alesc – Foto: ArquivoAlunos estiveram na Alesc – Foto: Arquivo

O líder do PL, Ivan Naatz, por exemplo, fez um levantamento e revelou que no último concurso para admissão na Academia, com 25 vagas masculinas e 5 femininas, foram inscritos 5.712 candidatos. Isto significa, segundo o parlamentar, que os vencimentos já eram muito convidativos.

Nenhuma outra categoria de funcionários teve reajuste parecido, nem de longe e a qualquer tempo.

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Outro ponto alvo de pesadas críticas foi o reajuste da Policia Militar. Os militares com as patentes mais baixas receberão de acréscimo R$ 1.419, enquanto os coronéis passarão a perceber só de aumento salarial a quantia de R$ 5.659.

Emenda que propunha aumento linear de R$ 2.200 para todos os integrantes da PM foi rechaçado em plenário pela maioria governista. Esta emenda reduziria a diferença entre os vencimentos dos soldados, cabos e sargentos em relação aos coronéis.

O deputado Bruno Souza (Novo) indagou qual a empresa privada catarinense, incluídas aquelas que tiveram os maiores lucros durante a tragédia da pandemia, concederam benefícios parecidos.

Outra avaliação pertinente: o governador Carlos Moisés vem distribuindo milhões e milhões de reais aos prefeitos municipais e em emendas parlamentares. Tudo por conta da campanha de reeleição e pelo “acordão” com deputados para rejeitarem o impeachment.

Grave: sem um planejamento estratégico ou aplicação em obras e serviços inadiáveis, como as extensas listas de espera para consultas e cirurgias, ou calamitoso sistema rodoviário estadual.

O comandante Moisés e a estrutura de seu gabinete, ocupada por oficiais da PM, serão também beneficiários desses disparates salariais.

Não seria mais justo que elevassem os salários dos soldados, cabos e sargentos, que estão sempre na linha de frente no combate à criminalidade?

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