Organização criminosa contrabandeava mais de R$ 3 milhões por noite em cigarros em SC e no PR

Contrabando foi desarticulado em operação da Polícia Federal, que cumpriu 162 mandados, sendo 96 de busca e apreensão e 66 de prisão preventiva

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Capital, cujo objetivo era desarticular uma organização criminosa que atuava no transporte de cigarros contrabandeados na região de Guaíra, localizada na fronteira entre o Paraná e o Paraguai.

Ao todo, a quadrilha movimentava quase R$ 3,8 milhões por noite nas mercadorias.

Policiais atuaram no Paraná e em Santa Catarina para desarticular operação – Foto: Polícia Federal/Divulgação/NDPoliciais atuaram no Paraná e em Santa Catarina para desarticular operação – Foto: Polícia Federal/Divulgação/ND

Líderes e pilotos que atuavam na logística dos crimes, bem como demais integrantes da facção, foram identificados. Cerca de 400 policiais cumpriram 162 mandados, sendo 96 de busca e apreensão e 66 de prisão preventiva nas cidades de:

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  • Guaíra (PR);
  • Terra Roxa (PR);
  • Iporã (PR);
  • Francisco Alves (PR);
  • Umuarama (PR);
  • Cafezal do Sul (PR);
  • Altônia no Paraná  (PR);
  • Balneário Camboriú (SC).

Todos foram expedidos na 1.ª Vara Federal de Guaíra. Foi determinado ainda o sequestro de 31 bens imóveis e o bloqueio das contas que estavam nos nomes dos chefes da organização. A investigação durou sete meses, e apurou que a organização criminosa conta com ao menos 100 integrantes.

Grande parte dela era formada por “olheiros”, que alertavam o grupo sobre a movimentação policial. Os agentes descobriram que eles chegavam a movimentar até 750 mil maços de cigarros em apenas uma noite, o que correspondia a aproximadamente R$ 3.750.000.

Cigarros eram contrabandeados pela facção criminosa – Foto: Pexels/Reprodução/NDCigarros eram contrabandeados pela facção criminosa – Foto: Pexels/Reprodução/ND

Crimes

As investigações revelaram que a organização teria abordado policiais militares que atuam na região. Eles recebiam propina para facilitar as atividades do grupo, prestando informações sobre a atuação das forças de segurança, e fazendo “vista grossa” na cobertura dos criminosos.

Os suspeitos responderão pela prática de crimes de contrabando, participação em organização criminosa e corrupção ativa e passiva.

As penas, caso somadas, podem ultrapassar 25 anos de prisão.

Operação Capital

A operação ganhou o nome de “Capital” por fazer alusão à maneira com a qual os criminosos se referiam ao município de Altônia, no Paraná. As investigações contaram com o apoio da Polícia Militar do Estado do Paraná.

A ação desencadeada faz parte da Operação Controle Brasil, articulada pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que integra diversos órgãos no combate aos delitos de contrabando e descaminho de bebidas, fumo e insumos agrícolas.

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