O pai da menina Luna Victorique Zebatiero Carlota, de 5 anos, Maurício Carlota, de 28 anos, fez um texto emocionante em sua rede social uma semana após a morte da filha. Luna morreu na sexta-feira (8) depois de cair do 4º andar de um prédio em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
Maurício falou sobre o amor pela filha. – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDNa postagem com fotos da filha, Maurício descreve a alegria de ser pai da menina e a dor da perda. Maurício é paulista, mas mora na Irlanda e não conseguiu participar do velório e se despedir da menina em decorrência da distância – cerca de 20 horas de voo. “Você foi a melhor criança que eu poderia ter, você pegou o melhor de nos dois e cresceu essa coisa linda e alegre”, escreveu direcionado à filha.
Veja a mensagem na íntegra:
Hoje faz uma semana que eu acordo todo dia com esperança de ter sido um pesadelo ou uma brincadeira de muito mau gosto. Você foi a melhor criança que eu poderia ter, você pegou o melhor de nos dois e cresceu essa coisa linda e alegre. Sempre feliz, iluminando o dia, as vezes sendo muuuuuito chata, mas é que você tinha muita personalidade.
SeguirPapai vai fazer o melhor pra seguir em frente sem tristeza, tá bom? Vou fazer tudo oq eu queria pra nós. Então você pode seguir tranquila e acompanhar a gente de longe, que pra mim vc sempre estará do meu lado, seja nos meus sonhos ou orações. Muito obrigado por ter sido a minha filhinha. Te amo eternamente!
Relembre o caso
Luna morreu após cair do 4° andar de um prédio na rua Rio de Janeiro, no Centro de Chapecó. O acidente foi registrado na noite da sexta-feira (8), por volta das 20h30, quando a menina estava sozinha em casa. Segundo a Polícia Militar, a mãe e o padrasto faziam compras em um supermercado próximo, uma viagem que levou cerca de 20 minutos, de acordo com relato da mãe aos policiais.
Queda ocorreu em um prédio no centro da cidade. – Foto: Divulgação/NDUma vizinha observou pela sombra da luz projetada no edifício ao lado que Luna estava pulando no sofá próximo da janela, onde minutos depois ela caiu. A menina ainda teria ficado em pé no parapeito antes de despencar direto no chão de quase 12 metros.
“Ela relatou que pensou em gritar pedindo para a menina sair da janela, mas não fez isso por medo dela se assustar e cair. Naquele momento ficou sem reação e viu a menina caindo”, detalhou o delegado responsável pela investigação, Éder Matte.
Investigação
A Polícia Civil de Santa Catarina já ouviu mais de 10 pessoas no inquérito que investiga a morte de Luna. O delegado presume que não existiu participação de outras pessoas e está convicto que houve omissão dos responsáveis nos cuidados com a criança.
“Houve negligência, tenho certeza, tendo em vista que o apartamento era no quarto andar, não havia tela de proteção e ela teria ficado sozinha por alguns minutos”, afirmou Matte, que tem apenas uma linha de investigação e projeta concluir o inquérito em 15 dias.