O professor de artes marciais Israel Mora, que caiu de parapente do Morro da Queimada em Santo Amaro da Imperatriz, se encontrou com socorristas da equipe do helicóptero Arcanjo e relembrou os momentos de angústia depois da queda até o resgate. O parapentista calcula que despencou de pelo menos 30 metros de altura.
Parapentista foi resgatado pelos bombeiros depois de cair em morro de Santo Amaro da Imperatriz – Foto: Reprodução/COBOM Florianópolis/ ND“Eu não tinha como sair bem dessa. A condição tava ruim. Eu fui voar de teimoso mesmo. Em nenhum momento eu perdi o controle. Simplesmente, eu decolei. A decolagem foi bem tranquila, de boa, e a vela afundou. Eu consegui esquivar as primeiras árvores, consegui esquivar um segundo grupo de árvores, porém o terceiro não tinha como”, contou o professor.
Mora lembrou ainda que “a queda foi muito rápida. Só que graças a Deus eu encontrei no percurso com vários galhos, que de algum jeito desaceleraram a queda e consegui não me machucar. Fui batendo e quebrando galhos e cheguei inteiro no chão. Sem ar, porém inteiro”. Pessoas que estavam na região viram o acidente e chamaram o resgate.
O sargento Ricardo Bitencourt estava de plantão naquela tarde de sábado, 27 de agosto. A equipe do Arcanjo foi para o local de difícil acesso e de mata fechada.
Segundo o sargento, a equipe “teve um pouco de dificuldade para encontrar ele, porque o local realmente era bem fechado e quando a gente encontrou ele, a gente já percebeu que ele estava relativamente bem. Apesar de ter machucados e ter vários arranhões, escoriações, ele estava em pé e consciente. Ele conseguiu comunicar com a aeronave através de gestos”.
“O Bombeiro chegou muito rápido. Chegou tão rápido que quando eu escutei o helicóptero, eu duvidei que tava me procurando”, disse o parapentista.
Quando os bombeiros encontraram Mora, traçaram uma estratégia para retirá-lo de lá com segurança e também para não colocar a equipe em risco. O helicóptero foi estabilizado no ar e a técnica de rapel usada pelo socorrista para chegar até a vítima.
Há 11 anos, Mora deixou a Venezuela em busca de um futuro melhor no Brasil.Ele mora em Biguaçu, na Grande Florianópolis, onde dá aulas de artes marciais.O parapente é um hobby para ele, não é uma atividade profissional.
Na Venezuela, já havia tido um susto parecido quando saltou de um avião usando paraquedas. Mais uma vez, a vida dá uma nova chance para o professor seguir em frente.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.