A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na quarta-feira (31) uma operação para investigar o esquema de hackers que invadiu programas de milhagem e fraudou a emissão de passagens áreas. Parlamentares de Santa Catarina estão entre as vítimas do golpe.
Parlamentares e ministros eram alvo do esquema de fraude cibernética no Distrito Federal – Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosDe acordo com as autoridades, o grupo de hackers fez ao menos 700 vítimas no país. A polícia informou que cerca de 20 deputados federais e alguns ministros foram alvo da fraude.
O líder da associação cibercriminosa foi preso no Mato Grosso do Sul e levado a Brasília na quarta-feira. A polícia civil ainda apreendeu computadores, que serão periciados para identificar outras vítimas e suspeitos envolvidos no esquema.
SeguirO delegado responsável confirmou ao programa Cidade Alerta, da NDTV Record SC, que parlamentares catarinenses caíram no golpe, mas não revelou quem são nem quantos seriam porque a investigação segue em sigilo.
Como era aplicado o golpe de hackers que atingiu parlamentares de SC?
Cibercriminosos vendiam passagens aéreas de forma ilegal na internet – Foto: Freepik/Reprodução/NDSegundo o Cidade Alerta, os suspeitos invadiram contas de agências de turismo e programas de milhagem. Parlamentares e ministros foram visados porque, como viajam com frequência a trabalho, acumulam alta pontuação de milhas.
Os golpistas emitiam de forma ilegal “passagens de desistência”, uma tipo de bilhete que precisa ser usado até três dias após a emissão, para passar despercebido pelas companhias aéreas.
Os compradores pagavam os hackers por Pix, que recebiam em contas de laranjas. A polícia disse que as passagens eram vendidas por cerca de 30% do valor do mercado e que o prejuízo para as companhias aéreas é de R$ 10 milhões.
A pena para os crimes cibernéticos pode chegar a 39 anos de prisão – Foto: Freepik/ND“A ação criminosa causou prejuízos significativos às empresas aéreas e a centenas de vítimas, entre elas parlamentares, empresários e cidadãos comuns que viram suas milhas subtraídas de suas contas” informou a Polícia Civil do Distrito Federal.
A investigação ainda aponta para a utilização de cartões de crédito falsificados, adquiridos na Deep Web, e a suspeita de que parte das passagens era destinada a pessoas ligadas ao narcotráfico e lavagem de dinheiro.
Os suspeitos responderão pelos crimes de associação criminosa, invasão de dispositivos informáticos, falsidade ideológica, furto qualificado pela fraude cibernética, estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de capitais, cuja pena pode chegar a 39 anos de prisão.
Confira na reportagem:
*Com informações do Cidade Alerta, da NDTV Record SC