Perfil na web que exibe fotos de animais armados com fuzis e pistolas vira alvo da polícia

Nas imagens, é possível visualizar até espécies ameaçadas de extinção, como mico-leão-dourado, bicho-preguiça, arara-azul e tucanos

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Redação ND Criciúma

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para investigar um perfil na web que exibe fotos de animais ao lado de pistolas e fuzis. As imagens mostram cachorros com rádio transmissores, cavalos com armas de grosso calibre e até espécies silvestres, inclusive ameaçadas de extinção, como mico-leão-dourado, bicho-preguiça, jacarés, arara-azul e tucanos.

Perfil na web que exibe fotos de animais ao lado de fuzis e pistolas vira alvo da polícia – Foto: Reprodução/Internet/ExtraPerfil na web que exibe fotos de animais ao lado de fuzis e pistolas vira alvo da polícia – Foto: Reprodução/Internet/Extra

Segundo o Extra, a DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente) e a DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecente) já realizam investigações para identificar a suposta propriedade ilegal desses animais, cuja criação depende de autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

De acordo com o delegado Marcos Amin, titular da DRE, criminosos da milícia e de uma facção que atua no domínio de vendas de drogas em comunidades do Rio têm a criação de alguns desses animais como “prática comum”.

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“Esses bandidos veem nos macacos, bichos preguiça, jacarés uma forma de ostentação dentro dessas favelas”, explicou ao Extra.

Já o delegado Uriel Alcântara, titular da DPMA, pondera que grande parte das imagens expostos no perfil mostram animais que até podem ser criados legalmente em casa, como papagaio, iguana, aranha, e cobras, desde que sejam adquiridos de um criadouro ou estabelecimento comercial autorizado pelo Ibama ou pelo órgão estadual/distrital.

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    Até animais ameaçados de extinção aparecem nas imagens - Reprodução/Internet/Extra
    Até animais ameaçados de extinção aparecem nas imagens - Reprodução/Internet/Extra
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    As fotos também são feitas pelas ruas das comunidades - Reprodução/Internet/Extra
    As fotos também são feitas pelas ruas das comunidades - Reprodução/Internet/Extra
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    Situação já está sendo investigada pela Polícia Civil do RJ - Reprodução/Internet/Extra
    Situação já está sendo investigada pela Polícia Civil do RJ - Reprodução/Internet/Extra

Ele destaca que quem possuir essas espécies de maneira clandestina está cometendo crime. “De forma genérica, é possível afirmar também que, em alguns casos, também pode estar ocorrendo maus tratos, que depende do dolo, ou seja, da vontade de realizar a ação”, comentou ao jornal.

Até esta terça-feira (22), a página no Twitter já contava com quase 60 mil seguidores. Nas publicações, são feitas alusões a favelas como Vila Aliança, Vila Kennedy e Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio; Dendê, na Zona Norte da cidade, e até Viradouro, em Niterói, na Região Metropolitana do Estado.

Em uma postagem, os responsáveis pelo perfil garantem: “Não somos criminosos. Só postamos oque já se encontra na Internet. Essa investigação da polícia não tem cabimento. Existem milhares de páginas de conteúdos variados do tráfico no Rio de Janeiro. Essas fotos e vídeos já estavam em outras páginas há meses ou até anos”.

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