Perfis de redes sociais da PRF em SC são desativados pelo governo federal após ataque; entenda

Decisão do Ministério da Justiça também atingiu redes sociais utilizadas pela superintendência da PF em SC; manutenção deve ser feita em 30 dias

Foto de Redação ND*

Redação ND* Florianópolis

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As redes sociais das superintendências da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e da PF (Polícia Federal) em Santa Catarina foram desativadas nesta semana por determinação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

A decisão se deu após o perfil regional da superintendência da PRF em Sergipe ser invadido por criminosos no fim de junho.

Decisão que desativou perfis das redes sociais da PRF em SC foi proferida no fim de junhoPRF e PF em SC devem explicar conveniência e a segurança dos perfis regionais ao MJSP – Foto: PRF/Divulgação/ND

Dino publicou a portaria nº 413/2023 no dia 29 de junho. O documento estabelece que permanecem ativos e válidos apenas os perfis nacionais da PF e da PRF.

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Os órgãos irão analisar a conveniência e a segurança dos perfis regionais e, depois disso, enviarão suas conclusões ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) em 30 dias. Ao todo há 26 superintendências regionais no Brasil.

Nesta sexta-feira (14) as páginas do Twitter, do Facebook e os grupos de Whatsapp da superintendência catarinense da PRF estavam fora do ar.

Os canais detalhavam a situação do trânsito nas BRs, bloqueios e ocorrências nas rodovias. O ND+ procurou a PRF em Santa Catarina mas não teve retorno até o fechamento.

Centralização das informações

Os canais de comunicação serão gerenciados de forma centralizada , respectivamente, pela Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal e pela Coordenação de Comunicação Institucional da Diretoria-Executiva da Polícia Rodoviária Federal.

Os órgãos regionais irão encaminhar os materiais produzidos nos Estados às unidades centrais.

Criminosos invadiram os perfis da PRF em Sergipe e realizaram publicação pedindo aos internautas que doem dinheiro para ajudar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

Eles indicaram uma conta bancária para os interessados doarem qualquer quantia via PIX, a postagem ainda contava com um código de barras (QR Code). De acordo com o Ministério da Justiça, o código direcionava as vítimas para uma página que os criminosos criaram para aplicar o golpe.

*A reportagem conta com informações da Agência Brasil