A PF (Polícia Federal) com a participação da Receita Federal desencadeou na manhã desta segunda-feira (21), a Operação Escola do Amanhã. A operação tem como objetivo apurar irregularidades nos processos licitatórios realizados por municípios catarinenses.
A PF cumpriu cerca de seis mandados de busca e apreensão em Palhoça, na Grande Florianópolis e na cidade de Itapema, no Litoral Norte catarinense.
A operação da PF, chamada de Operação Escola do Amanhã cumpriu seus mandados de busca e apreensão em Palhoça e Itapema. – Foto: PF/Divulgação/NDOperação da PF investiga supostos crimes cometidos na Grande Florianópolis
Conforme informações da PF, a operação investiga os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processos licitatórios nos municípios de Santa Catarina. Ainda, conforme a Polícia Federal, durante as investigações foram obtidos fortes indícios de ilegalidade em processos de contratação direta realizados pela Prefeitura de Palhoça.
SeguirAinda, de acordo com o órgão, as investigações apuraram que na negociação suspeita, um empresário da região seria o responsável pela construção de edifícios comerciais para futura locação pelo município, mediante a dispensa do processo de licitação.
A PF constatou ainda, que pessoas físicas e jurídicas, relacionadas à empresa contratada teriam transferido, informalmente, valores a um ex-servidor público, identificado como suposto operador financeiro de um agente político.
A Polícia Federal apontou que com a intenção de interromper o fluxo financeiro ilícito e, ainda, colher novos elementos de provas, a Justiça Federal em Florianópolis expediu seis mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e a decretação de outras medidas cautelares a serem cumpridas em Palhoça, e também em Itapema.
A PF finaliza ainda reforçando que os investigados poderão responder, dentre outros, por crimes previstos na Lei de Lavagem de Dinheiro que tem penas de até 12 anos de reclusão e multa.
A reportagem do ND+ entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Palhoça, que esclareceu que ainda não teve acesso ao conteúdo da ação realizada pela Polícia Federal em sua sede.
Ainda, a gestão municipal afirma que após tomar todo conhecimento do teor da ação que motivou a operação será possível prestar melhores esclarecimentos.
Além disso, em nota o município enfatiza que colabora sempre com qualquer investigação e salienta que todos os contratos seguem dentro da lei, dos parâmetros estabelecidos pelo TCE SC (Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina) e dentro dos valores de mercado, conforme metodologia aplicada pelo Ministério Público e TCE SC, e seguindo o devido rito legal.