PF deflagra operação contra crimes de descaminho e lavagem de dinheiro em SC

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas casas de seis pessoas suspeitas de atuarem em importação clandestina e organização criminosa

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Redação ND Florianópolis

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A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) uma operação de repressão a crimes com a finalidade de desarticular um grupo que atua no descaminho de produtos eletrônicos trazidos do Paraguai e lavagem de dinheiro. A ação teve o apoio da Receita Federal. Há empresas do grupo em Santa Catarina e também no Paraná.

Durante as buscas, foram encontrados também animais silvestres em cativeiro sem a devida documentação. Eles foram apreendidos e removidos pela Polícia Ambiental.

PF apreende pessoas suspeitas de atuar em importação clandestina – Foto: Divulgação/Polícia Federal/NDPF apreende pessoas suspeitas de atuar em importação clandestina – Foto: Divulgação/Polícia Federal/ND

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas casas de seis pessoas no município de Medianeira, no Paraná. Elas são suspeitas de atuarem na importação clandestina e comércio de produtos eletrônicos, sonegação tributária, lavagem de dinheiro, associação criminosa.

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Investigação

A investigação teve início em 2019, quando houve apreensão de mercadorias em uma tentativa de remessa em uma agência dos Correios na cidade de Campo Erê.

Na época, foi verificado que as mercadorias continham apenas uma declaração de conteúdo ou notas fiscais irregulares – expedidas em nome de empresas já baixadas ou inativas. Dessa forma, ficou constatado que a maioria das vendas ocorria através de plataformas online e em nomes de “laranjas”.

Estratégia

A estratégia utilizada pelo grupo para driblar a fiscalização aduaneira e tributária foi a criação de dezenas de empresas de fachada, que atuavam por um tempo e tinham as atividades encerradas em diferentes municípios.

De acordo com dados recebidos pelos sistemas de inteligência financeira, somente entre 2017 e 2020 o grupo movimentou mais de R$ 17 milhões ao realizar diversas operações típicas de lavagem de dinheiro. Os prejuízos causados ao erário serão futuramente calculados pelos órgãos responsáveis.

Com a medida de busca e apreensão, a intenção é obter novas informações sobre as práticas criminosas e eventuais participantes ainda não foram identificados.

Os investigados poderão responder por crimes de descaminho, associação criminosa, lavagem de capitais, sonegação fiscal e crime ambiental. Eles podem pegar uma pena total de 22 anos de prisão por esses crimes.

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