Pichações: o fim da impunidade em Florianópolis?

Pela primeira vez, as pessoas têm a percepção de que a vandalização do patrimônio público e privado vai ser punida

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A Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Florianópolis deu um passo importante no combate às pichações de espaços públicos e privados, com os mandados obtidos na Justiça, e cumpridos nesta segunda-feira (6), para busca e apreensão nas casas de suspeitos no Centro e em Ingleses, Norte da Ilha de SC.

Órgãos de segurança cumpriram mandados: cerco aos pichadores na Capital – Foto: Divulgação/NDÓrgãos de segurança cumpriram mandados: cerco aos pichadores na Capital – Foto: Divulgação/ND

Foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e material utilizado nas ações de vandalismo – provas que vão servir para a continuidade das investigações.

Uma das evidências, por exemplo, é um vídeo que mostra a ação de pichadores nas paredes do Museu de Florianópolis Sérgio Grando, prédio histórico da praça XV que é atração turística e já foi cadeia e sede da Câmara de Vereadores.

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A ação dos órgãos de segurança, que repercutiu nesta segunda-feira, é resultado, no entanto, de um trabalho silencioso e de inteligência que vem sendo realizado há meses, sob a liderança do secretário Araújo Gomes, o “xerife” da prefeitura.

Pela primeira vez, as pessoas começam a ter a percepção de que a pichação – crime previsto pela legislação federal – pode ter consequências aos infratores.

Eles vão ter que responder às autoridades policiais e judiciais pelos atos de depredação de patrimônios, muitos deles de relevância histórica e recém-revitalizados.