Pitbulls soltos assustam moradores de São José no fim de semana

Em meio ao receio de ataque aos cães menores, moradores tentaram contato com o Dibea para recolher os pitbulls, mas não houve retorno pois realiza atendimentos apenas entre segunda e sexta-feira

Marcos Jordão Florianópolis

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Moradores do bairro Areias, em São José, na Grande Florianópolis, relataram para a reportagem do ND+ medo com a dupla de pitbulls que estavam soltos no último sábado (18) por receio de ataques aos cães menores. Além disso, a população alegou dificuldades na solicitação do serviço de auxílio da prefeitura no fim de semana.

Pitbull apresentava agressividade ao avistar moradores com outros cachorros. Animal buscou sombra em meio ao forte calor do fim de semana – Foto: Acervo Pessoal/NDPitbull apresentava agressividade ao avistar moradores com outros cachorros. Animal buscou sombra em meio ao forte calor do fim de semana – Foto: Acervo Pessoal/ND

Um dos pitbulls foi visto por volta das 11h30 do último sábado na rua Zigomar Georgina de Souza Silva, no loteamento Ana Clara. Assustado, o cão apresentava agressividade durante a aproximação de pessoas com outros cachorros. Em seguida, os moradores tentaram contato com a Dibea (Diretoria de Bem-Estar Animal) e também com o Zoonoses, mas sem sucesso.

Ainda de acordo com o relato, a Guarda Municipal de São José foi procurada para auxiliar no atendimento aos cães que causaram preocupação nos moradores pois se mostravam agressivos próximos de outros cachorros, mas alegaram não ter equipamento para o acolhimento dos cachorros e que a Dibea não funcionava em formato de plantão durante os fins de semana.

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Como proceder

Em contato com a reportagem do ND+, a Dibea confirmou que não tinha conhecimento dos dois pitbulls soltos no bairro e que os trabalhos da diretoria ocorrem apenas de segunda à sexta-feira, ou seja, sem plantão durante os fins de semana.

Além disso, afirma que é necessário que o munícipe registre um boletim de ocorrência e envie a foto para o canal de WhatsApp (48) 98482-9231. Em seguida, a prefeitura tem sete dias para responder o que aconteceu.

A Dibea destacou que o abandono de animais não é um problema apenas do município da Grande Florianópolis, que “conta com a ajuda da população na identificação dos tutores que abandonam” e para encontrar um novo lar para os animais.

Ainda conforme a Diretoria, cada cão leva, em média, seis meses para se recuperar e encontrar um lar, sendo o que dificulta o fluxo de resgates.

“Outra dificuldade enfrentada é que a maioria das pessoas não tem interesse em adotar animais idosos, ou com deficiência, preferem filhotes ou animais que aparentam ser de ‘raça'”, explica a Dibea

Por fim, declara que é “instransponível” o recolhimento de todos os animais do Município, ou seja, é inviável atender todas as demandas de acolhimento.

Ainda de acordo com a Diretoria, o município aposta na castração de cães e gatos como forma de combater o abandono nas ruas. Aproximadamente 600 vales-castração são ofertados mensalmente.

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