A Polícia Civil de Santa Catarina analisou o celular do autor do ataque a creche de Blumenau e comunicou que não encontrou indício de que a ação criminosa teve relação com algum jogo. Na internet, começaram a circular “informações” de que o crime teria relação com algum jogo, mas a DIC (Divisão de Investigação Criminal) da cidade informou que tais afirmações não passam de Fake News.
Local foi fechado pelos bombeiros e, agora, é cena de crime – Foto: Vinicius Bretzke/Eduardo Fronza/Reprodução/NDDurante a quinta-feira (6), após receber o laudo da Polícia Científica, o celular do autor do crime foi analisado pela DRCI/DEIC (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Diretoria Estadual de Investigações Criminais).
De acordo com as informações da Gerência de Tecnologia da Polícia Civil, em nenhuma das ameaças de atentados que foram investigadas pela DEIC e pelas demais unidades da Polícia Civil neste ano foi constatado qualquer relação com jogos.
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Na manhã de quarta-feira (5), por volta das 9h, um homem de 25 anos pulou o muro do Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor e atacou as vítimas com uma machadinha. Ele se entregou à polícia logo após cometer o crime. Ao todo, três meninos e uma menina com idades entre 4 e 7 anos morreram.
As quatro crianças que morreram no ataque foram veladas nesta quinta-feira (6) em cemitérios de Blumenau. Outras cinco crianças também foram feridas no ataque, uma delas foi liberada após o atendimento médico e o restante retornou para a casa nesta quinta-feira.
Durante entrevista coletiva, o governo do Estado confirmou que o envolvido tem outras quatro passagens pela polícia, uma delas por esfaquear o padrasto. Ele também já foi detido por posse de drogas.
O ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.