Após mais de seis meses de investigação e cerca de cinco anos após o crime, Airton Antonio Soligo, conhecido como Airton Cascavel, homem de confiança do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, foi indiciado por estuprar uma jovem em Joinville. O crime aconteceu em 2017, na casa da mãe de Cascavel. No entanto, a Polícia Civil só teve acesso ao caso em 2021.
Polícia Civil de Joinville falou sobre o indiciamento de Airton Antonio Soligo – Foto: Ricardo Moreira/NDTVDe acordo com o delegado Pedro Alves, as investigações iniciaram em julho do ano passado e encerram, agora, com o indiciamento e encaminhamento do procedimento ao Ministério Público. Em dezembro, a Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) solicitou a prisão preventiva do homem, que mora em Roraima.
“Colhemos uma série de depoimentos, documentos indicativos que tudo aconteceu como a vítima indicava. Em dezembro, representamos pela prisão preventiva considerando a possibilidade do risco de reiteração delitiva”, explicou em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (21).
SeguirCascavel foi preso no dia 8 de fevereiro, em Boa Vista, mas liberado dias depois após o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) revogar a prisão preventiva. Além do crime praticado em Joinville, ele já responde pelo crime de estupro de vulnerável contra a própria neta e há, ainda, outro boletim de ocorrência contra ele, em 2019, por crime sexual. “Assim, a Polícia Civil entendeu pertinente a prisão preventiva”, ressaltou o delegado.
Airton Cascavel foi preso nem Boa Vista e liberado dias depois – Foto: Reprodução/InternetDurante a operação para prisão em Boa Vista, a polícia colheu novos depoimentos, juntou documentos e interrogou o suspeito. A partir dos materiais que já haviam sido levantados e dos novos elementos, a polícia encerrou o inquérito. “Verificou-se que havia provas do crime e concluímos a investigação com o indiciamento e encaminhamento ao Ministério Público”, contou.
O crime aconteceu em 2017, no entanto, explicou o delegado, a polícia só teve acesso à denúncia em 2021, depois que a vítima contou a familiares. A família denunciou o caso via Disque 100 e, a partir daí, iniciaram as investigações. A vítima, que tinha 18 anos à época do crime, era cuidadora da mãe de Cascavel.
O processo segue para avaliação do Ministério Público e o suspeito continua em liberdade.