A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de São Joaquim, na Serra catarinense, realizou, na terça-feira (19) uma operação em Porto Alegre (RS) contra suspeitos da prática do crime de extorsão envolvendo o chamado “golpe do nudes”.
Operação contra suspeitos da prática do crime de extorsão envolvendo o chamado “golpe do nudes” – Foto: PCSC/Divulgação/NDTrês mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Capital gaúcha. Na ocasião, foram apreendidos objetos relacionados ao crime, como cartões bancários, documentos de identidade de terceiras pessoas, além de R$ 6 mil em dinheiro e telefones celulares.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram a possibilidade de ao menos um dos suspeitos ter participado do crime mesmo estando preso em uma penitenciária da Grande Porto Alegre.
SeguirA operação policial contou com a colaboração da Polícia Civil gaúcha, por intermédio da DRCID/DEIC (Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos), já que todos os investigados são do Rio Grande do Sul, bem como de outras Delegacias de Polícia de São Joaquim.
Foi apreendidos R$ 6 mil em dinheiro, cartões, documentos e telefones celulares – Foto: PCSC/Divulgação/NDComo funciona o golpe
A Polícia Civil explica que os criminosos criam perfis falsos na internet, com fotos sensuais de garotas, e entram em contato com homens de vários locais do país. No caso investigado em Santa Catarina, a vítima mora em São Joaquim.
Fazendo se passar pela garota, os golpistas informam um número de aplicativo de mensagem para a vítima e iniciam conversas, enviando fotos sensuais da suposta garota, para que o interlocutor também envie fotos suas.
De posse das conversas e do material trocado com a vítima, os criminosos passam a extorqui-la. Eles alegam que a menina é adolescente e que a vítima teria praticado crime.
Diante de ameaças de que a vítima será processada judicialmente e de que o caso será levado à polícia, os bandidos exigem determinada quantia em dinheiro.
Em alguns casos, os autores chegam a se passar por policiais civis, juízes ou promotores de justiça para aumentar o poder de coação sobre as vítimas. Algumas delas acabam cedendo às chantagens e fazem a transferência dos valores solicitados.