Policiais da 6ª Delegacia de Polícia de Joinville, com o apoio da Polícia Civil do Paraná, desencadearam a 4ª fase da Operação Hereditas contra uma quadrilha suspeita de estelionatos praticados na região Norte catarinense. A ação da polícia ocorreu na manhã desta segunda-feira (10).
Operação foi deflagrada nesta segunda-feira (10) – Foto: Polícia Civil/Divulgação NDForam cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Também foram apreendidos cartões de bancos, documentos bancários falsos, dentre outros objetos utilizados para as práticas criminosas.
Segundo o delegado que comandou a operação, Rodrigo Bueno Gusso, titular da 6ª DP de Joinville, uma pessoa foi presa em Curitiba. Ela estava foragida e, por meio da investigação, foi localizada e detida na manhã desta segunda.
SeguirA todo, quatro integrantes da quadrilha já foram presos, incluindo o desta segunda. As três prisões anteriores foram cumpridas nas fases anteriores da operação que também apreendeu drogas e armas.
Falta, segundo o delegado Gusso, prender um integrante da quadrilha. Ele já foi identificado pela Polícia Civil. Pode ser preso a qualquer momento.
Vítimas amargam prejuízos de mais de R$ 200 mil
Essa quadrilha era conhecida por aplicar golpes do bilhete premiado e da herança. Só na região Norte do Estado, três vítimas caíram, perdendo mais de R$ 200 mil. As vítimas registraram Boletim de Ocorrência, foram feitos e concluídos inquéritos. Dois, inclusive, já foram ajuizados e um deles oferecida denúncia.
Ainda de acordo com o delegado, essa quadrilha também praticava crimes em cidades do interior do Paraná. A Polícia Civil tem informações de um golpe que chega na casa dos R$ 600 mil no Paraná. Também há notícias de vítimas de outras cidades catarinenses dessa mesma quadrilha.
Foto: Divulgação/Polícia Civil/NDAlguns integrantes dessa quadrilha, como uma mulher presa em fases anteriores da operação, atuam há cerca de 15 anos no crime. O homem preso nesta segunda já é suspeita da prática de estelionato há cerca de sete anos.
“O próximo passo é encerrar as investigações, continuar compartilhando provas com as Polícias Civis de outras cidades e Estados, como do Paraná, e prender o último membro da quadrilha”, frisou o delegado Rodrigo Bueno Gusso.
Policiais civis da Delegacia de Polícia da Comarca de Garuva também apoiaram a ação desta segunda-feira.
O nome Operação Hereditas vem de herança por conta do golpe da herança.