A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu o sétimo suspeito de envolvimento no caso do assassinato do advogado criminalista Carlos Eduardo Martins Lima, em Florianópolis, ocorrido no início do mês de março.
A prisão aconteceu na sexta-feira (6) por autoridades policiais de Gravataí, cidade onde atuava o advogado. A Polícia Civil de Santa Catarina afirma não ter conhecimento da prisão.
Advogado Criminalista Carlos Eduardo Lima, natural de Bagé (RS), morreu em Florianópolis (SC) – Foto: Arquivo Pessoal/Instagram/Divulgação/NDO homem de 26 anos foi capturado em Florianópolis em uma operação coordenada pelo delegado Maurício Arruda, da 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí.
SeguirDe acordo com Arruda, o homem foi preso após ser indiciado pelo roubo de um veículo de luxo, exigindo na época R$ 8 mil para devolver o carro à vítima. O preso ainda é suspeito pelo assassinato do seu comparsa, que foi encontrado morto no dia seguinte ao roubo.
A polícia gaúcha suspeita também que ele tenha participado da morte do advogado criminalista Carlos Eduardo Martins Lima, encontrado sem vida e com marcas de violência na manhã do dia 2 de março deste ano em Florianópolis.
Questionado, o delegado não quis prestar mais informações de qual seria a participação do preso no crime, já que a investigação é coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Por telefone, o titular da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, Ênio Oliveira de Matos, negou que tenha conhecimento ou participado de qualquer ação da prisão do sétimo suspeito, afirmando que os seis envolvidos no assassinato já foram presos, não tendo novas diligências a cumprir.
As prisões
Em menos de 30 dias, a Polícia Civil de Santa Catarina elucidou a morte do advogado e prendeu temporariamente os seis suspeitos. Com base nas investigações, foi representada a prisão temporária dos suspeitos envolvidos ao Poder Judiciário catarinense.
O Ministério Público e o Poder Judiciário, por meio da Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital, entenderam cabíveis os argumentos apresentados e presentes os requisitos da prisão temporária e acataram a representação da Polícia Civil, decretando a prisão dos suspeitos identificados no curso das investigações.
O que diz a investigação
Segundo repassado pela Polícia Civil, apurou-se que Carlos Eduardo Lima foi atraído até a casa de um fornecedor de drogas no bairro Rio Vermelho, no Norte da Ilha.
Na casa, o homem foi violentamente torturado e morto, colocado em seu carro e abandonado em via pública do mesmo bairro. Segundo o laudo entregue pela Polícia Científica, Carlos Eduardo foi brutalmente agredido na cabeça e no abdômen, a partir de múltiplos ferimentos, além de “estocadas” na altura da cintura. Seu corpo ainda foi encontrado com resquícios de cocaína, sobretudo, no rosto e na boca.
Os suspeitos ainda retornaram ao apartamento onde estava a ex-namorada de “Cadu”. No local conversaram com ela, que os recepcionou sem estranheza pela ausência de Carlos Eduardo. Os envolvidos tomaram banho para se limpar do sangue, trocaram roupas sujas pelas roupas do advogado e ainda saíram para dar um destino ao automóvel.
Foi nesse instante que a BMW 320, blindada, avaliada em quase R$ 400 mil, foi abandonada em meio a uma plantação de pinus, próximo à Barra da Lagoa.
Relembre o caso
Um cadáver foi localizado no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis (SC), na manhã do dia 2 de março de 2022. Segundo BO (Boletim de Ocorrência), divulgado pela PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), um indivíduo foi encontrado com “perfurações na área da cintura”.
Ainda de acordo com o que foi levantado, Carlos Eduardo Martins Lima foi encontrado sem os calçados na servidão Cinco Rosas, região Norte da Ilha de Santa Catarina, já no início da manhã.
O veículo que conduzia, uma BMW 320 foi encontrado mais tarde, em uma localidade próxima ao seu corpo. O carro estava com as portas abertas, sem documentos e sem chave.