A DH (Delegacia de Homicídios de Florianópolis) concluiu o inquérito policial que apurou as circunstâncias da morte do professor e ativista ambiental Getúlio Dornelles Larratéa. Segundo a Polícia Civil, ele foi vítima de um tombo. O documento já foi encaminhado ao Fórum.
Larratéa teve papel fundamental na formação do curso de Nutrição, na UFSC – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDDurante o início da investigação, a Polícia Civil chegou a trabalhar com a hipótese de homicídio. Vizinhos e amigos informaram que ele vinha sofrendo ameaças após ter feito denúncias na região. Não foram encontrados registros de tais ameaças.
Larratéa foi encontrado no fim de maio andando desorientado em frente da casa onde morava sozinho, na região da Costa de Cima, no bairro Pântano do Sul. Ele entrou em coma após a hospitalização, morrendo três dias depois, aos 71 anos. O professor deixou um filho.
SeguirA Polícia Científica realizou perícias que chegaram à conclusão de morte após queda.
Professor também auxiliou Susp nos trabalhos de delimitação dos limites das Unidades de Conservação de Florianópolis, especialmente a Lagoa do Peri – Foto: DivulgaçãoHomenagens e luta
Uma reportagem do ND+ contou a história de Larratéa. Ele começou a lecionar no início dos anos 80 no Departamento de Nutrição da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Na época o professor se engajou nas greves que resultaram em mais investimentos para a universidade e melhoria na condição dos professores.
O professor também participava da vida política do Sul da Ilha de Santa Catarina. Durante os anos 90 ele auxiliou a Susp (Superintendência de Serviços Públicos) a delimitar as áreas de proteção da cidade, tema que enfrentava uma série de indefinições na época.
No dia 21 de junho, professores que lecionaram na mesmo época de Getúlio se reuniram no bosque da UFSC para plantar uma árvore em homenagem ao professor.
Colegas prestaram homenagem ao professor plantando uma árvore no bosque da UFSC – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação