Nesta terça-feira (17), a polícia de Bruxelas matou o suspeito de assassinar dois cidadãos suecos na segunda-feira (16), em Bruxelas na capital da Bélgica. Vale lembrar que o primeiro-ministro da Bélgica, Alexander De Croo, condenou como um ato de “loucura terrorista”.
Polícia intercepta e mata suspeito de atentado a tiros em Bruxelas, na Bélgica – Foto: James Arthur Gekiere/Belga/AFPO suspeito foi “neutralizado” após ser buscado por uma noite inteira em Bruxelas. Segundo uma das autoridades judiciais, o homem morreu após ser alvo de disparos.
O Ministério Público da Bélgica informou que o suspeito foi identificado de manhã em café local. Após isso, ele foi abordado pela polícia, que atirou contra o homem.
SeguirSegundo o MP, foi realizado uma tentativa de reanimação, mas ele foi declarado morto.
O ataque aconteceu pouco antes de uma partida de futebol entre as seleções da Bélgica e da Suécia. O procurador-geral da Bélgica, Frédéric Van Leeuw, contou que o suspeito seguiu o táxi em que os suecos estavam, antes de abrir fogo.
Foi confirmado que um terceiro cidadão sueco ficou ferido no ataque, além do motorista do táxi. A notícia chegou em poucos minutos no Estádio Rei Balduíno, em Bruxelas, e os jogadores suecos se negaram a retornar no gramado no segundo tempo.
Os jogadores disputavam as eliminatórias para a Eurocopa de 2024, e tiveram a partida suspensa com o placar de 1-1.
Quem era o homem
Em uma entrevista coletiva, De Croo afirmou que o suspeito era tunisiano e morava no país de forma ilegal. Além disso, disse que uma pessoa reivindicou a autoria do ataque e divulgou nas redes sociais um vídeo em que citava inspiração no grupo extremista EI (Estado Islâmico).
O suspeito ainda não teve a identidade revelada, foi apenas apresentado apenas como Abdesalem L., mas se sabe que era um homem de 45 anos.
Além disso, era conhecido pela polícia de Bruxelas por “envolvimento com tráfico de seres humanos e ao menos um ataque à segurança do Estado”.
Vicent Van Quickenborne, ministro da Justiça, disse que em 2016 ele teria um perfil radicalizado, no entanto, tais informações não foram confirmadas.
“Apesar de ser conhecido por nossos serviços, não havia nenhuma informação concreta de radicalização”, afirmou o ministro.
Estado de alerta contra o terrorismo após ataques aos suecos
Após isso, o governo belga ativou o centro nacional de crises e elevou a ameaça terrorista ao nível 4, que significa muito grave, o maior na escala, na região de Bruxelas, e ao nível 3, que significa grave, no restante do país.
As sedes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia ainda manifestaram situação de alerta e fecharam o acesso aos visitantes.
Na França, o plenário do Parlamento Europeu fez um minuto de silêncio em homenagem aos suecos mortos.
“O ataque terrorista que aconteceu na segunda-feira foi cometido com total covardia. O agressor escolheu como alvos dois torcedores de futebol suecos”, afirmou o chefe de Governo.
Em Estocolmo, o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristerssson, advertiu que “nunca os interesses suecos estiveram tão ameaçados”. Ao comentar o ataque, Kristersson disse que era “uma tristeza inimaginável”.
Na Albânia, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que “todos os Estados europeus são vulneráveis” ao retorno do “terrorismo islamita”.