A Delegacia de Homicídio deu largada à segunda fase da investigação da chacina que ocorreu dia 8 de janeiro em Joinville, no Norte de Santa Catarina, chocando a cidade.
Carro incendiado foi encontrado em uma região de mata – Foto: Adriano Mendes/NDTVSegundo a Polícia Civil, durante a execução da primeira operação, os policias reuniram grande acervo de provas e indícios de autoria e materialidade do crime.
A partir das novas informações, os investigadores realizaram diversas diligências que culminaram na operação. Foram cumpridas cinco ordens de busca e apreensão bem com duas ordens de prisão.
Seguir“Foram duas pessoas presas no dia 19 de janeiro. Um tinha temporária em relação ao caso da chacina e o outro era investigado no caso da chacina e também tinha outros mandados de prisão em aberto por outros crimes. Na oportunidade a gente cumpriu as prisões. Agora, as prisões temporárias foram convertidas em preventivas”, explicou o delegado Eliéser Bertinotti, responsável pela apuração.
O processo já foi encaminhado ao Fórum nesta segunda fase. Mas novas atuações e prisões ainda podem ocorrer, acrescenta Eliéser . E à medida que ocorrerem novos desdobramentos, o processo vai sendo atualizado.
Relembre o crime
Seis corpos foram encontrados carbonizados dentro de um veículo da empresa para a qual eles trabalhavam na manhã do domingo do dia 8 de janeiro em uma região de mata próxima da Rodovia do Arroz. Antes, tiveram a casa em que moravam invadida e incendiada.
As vítimas foram identificadas como: Ivonei Wendler dos Santos, João Mário do Amaral, Daniel Marcolino de Lima, Marcos Machado, Bruno dos Santos Sales e Rivair Amaral Ribeiro. Cristiano Souza é considerado desaparecido.
Laudos periciais apuraram que, a princípio, as vítimas foram mortas com tiros na cabeça e, posteriormente, foram queimadas.
O que já se sabe
Conforme o delegado Eliéser Bertinotti, o crime tem relação com briga de organizações criminosas, apesar dos seis homens mortos não terem envolvimento com estes grupos. Os homicídios teria sido motivado, primeiramente, por um desentendimento, mas, o fato dos homens serem paranaenses também teria influenciado na efetivação do crime, aponta a Polícia Civil.
A investigação também aponta que as vítimas foram submetidas ao “tribunal do crime” antes de serem mortas. Após o desentendimento, um grupo invadiu a casa das vítimas, espancaram os homens e incendiarem a residência. Os homens ainda foram levados para uma região de mata. Três pessoas conseguiram fugir depois que o carro em que eles foram retirados da casa e estavam deu pane e foi abandonado pelos criminosos. Outros seis foram mortos.