A Polícia Civil de Joinville, por meio da DIC (Divisão de Investigação Criminal) acaba de prender três suspeitos pela morte do motorista de aplicativo Renato dos Santos de Souza, de 34 anos.
Carro de Renato foi encontrado incendiado no bairro Vila Nova – Foto: Arte/Internet/Ricardo Alves“Confirmada a prisão de três pessoas, no caso do Renato, motorista de aplicativo”, informou o delegado José Gattaz Neto por volta das 16h30 da tarde desta quinta-feira, dia 10.
“Diante da linha de investigação que traçamos descobrimos que crime teria sido passional, motivado pela relação dele (do Renato) com uma mulher, a princípio casada. Conseguimos juntar provas para pedir as prisões temporárias e mandados de busca e apreensão”, explica Gattaz.
SeguirUm dos presos, inclusive, já tinha mandado de prisão em aberto por integrar facção criminosa e outro mandado por homicídio.
Entre os objetos apreendidos pela polícia Civil nesta quinta-feira, estão facas e celulares, que serão agora mandados para perícia. O delegado tem 30 dias para concluir o inquérito.
Por enquanto, os três suspeitos vão cumprir prisão temporária por homicídio.
Corpo encontrado
O corpo de Renato foi encontrado na tarde do último sábado, dia 5, pelo próprio pai e por um tio durante as buscas incessantes que a família fazia desde que ele havia desaparecido na madrugada do dia 24 de fevereiro. Foram nove dias de buscas e muito sofrimento.
O corpo estava em uma área de mata na estrada Duas Mamas, no bairro Vila Nova. O local era alvo das buscas da família porque, ali perto, o carro de Renato havia sido visto pela última vez antes de aparecer incendiado na Estrada Blumenau, a poucos quilômetros dali, também no bairro Vila Nova.
Pelo avançado estado de decomposição, a suspeita é de que Renato tenha sido morto ainda no dia em que desapareceu. Exames periciais devem confirmar a causa da morte e a DIC segue investigando o caso.
“É difícil aceitar. Ele não merecia, é uma perda irreparável, a família não merece isso”, disse o irmão de Renato.
Relembre o caso
O último contato da família com Renato aconteceu na madrugada do dia 24 de fevereiro. Ele estava na casa do pai, foi trabalhar e, quando chegou na própria casa, pouco depois da meia-noite, ligou para o irmão.
Alexsandro conta que Renato perguntou se estava tudo bem, já que havia recebido uma ligação estranha. Pela manhã, ele era esperado na casa do pai, já que iria levá-lo ao trabalho, mas não apareceu. Desde então, não atendeu ou respondeu os contatos da família.
A angústia se tornou ainda maior poucas horas depois, quando o irmão foi até a casa de Renato, no bairro do Morro do Meio, e encontrou marcas de sangue e coisas quebradas.
À noite, outra notícia preocupante: o carro do motorista de aplicativo havia sido encontrado incendiado.