Polícia Federal mira o comércio irregular de anabolizantes com mandados em Palhoça

Servidores de órgãos de segurança pública estão envolvidos no esquema de revenda clandestina; operação acontece em seis Estados

Redação ND Florianópolis

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A Polícia Federal realiza nesta sexta-feira (23) uma grande operação para desarticular três organizações criminosas que são investigadas por comercializar irregularmente anabolizantes e outras drogas, como medicamentos anorexígenos. A ação, denominada Operação Proteína, acontece no Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde há o cumprimenro de dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão em Palhoça, na Grande Florianópolis.

Operação Proteína, deflagrada pela Polícia Federal, tem o cumprimento de mandados judiciais em Palhoça - Reprodução Twitter/Polícia Federal/Divulgação/ND
Operação Proteína, deflagrada pela Polícia Federal, tem o cumprimento de mandados judiciais em Palhoça – Reprodução Twitter/Polícia Federal/Divulgação/ND

Segundo a PF, a Operação Proteína iniciou em julho de 2016 com base em informações que indicavam o comércio irregular de anabolizantes e outras substâncias ilícitas em academias, lojas de suplementos alimentares e por particulares, no município de Rio Grande. Parte da investigação resultou na Operação Black Dragon, deflagrada em dezembro de 2016.

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Paralelamente a isso, as investigações demonstraram que uma parcela do anabolizante irregular consumido em Rio Grande era fornecida por três organizações criminosas estabelecidas na cidade de São Paulo. Esses grupos eram responsáveis pela importação irregular de anabolizantes e medicamentos fabricados no Paraguai, na Argentina, na Índia, e em outros países, e por sua distribuição em diversos estados brasileiros, sem o devido registro na ANVISA.

A PF ressalta que há indícios de falsificação e comercialização de medicamentos adulterados, como hormônios de crescimento, e de aquisição de anabolizantes no mercado interno, de forma fraudulenta, desviados para revenda clandestina. A movimentação financeira mensal das organizações criminosas é estimada R$ 2 milhões.

A corporação chama atenção o alto grau de estruturação dos grupos, inclusive com a participação de servidores de órgãos de segurança pública, já que policiais federais, civis e militares estão entre os investigados.

A Polícia Federal dará mais detalhes sobre a operação em uma coletiva que acontecerá às 10h30 na Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. 

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