Polícia finaliza inquérito de assassinato de dirigente do PT; veja conclusão

Marcelo Arruda foi assassinado a tiros durante a própria festa de aniversário, no último domingo (10), em Foz do Iguaçu, Paraná

Redação ND Itajaí

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A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta quinta-feira (14) o inquérito que investigou o assassinato de Marcelo Arruda, dirigente do PT (Partido dos Trabalhadores), morto durante a própria festa de aniversário, conforme informações do portal RICMais. O crime aconteceu no último final de semana, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Marcelo Aloizio de Arruda morreu durante a própria festa de aniversário – Foto: @prefeituradefozoficial/Reprodução/NDMarcelo Aloizio de Arruda morreu durante a própria festa de aniversário – Foto: @prefeituradefozoficial/Reprodução/ND

Ainda segundo o RICMais, a polícia ouviu 17 pessoas, entre testemunhas e familiares de Marcelo, que é guarda municipal, e do suspeito do crime, policial penal. A polícia paranaense também analisou imagens de câmeras de segurança, além de diligências complementares.

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (15), a Polícia Civil divulgou que a motivação política foi descartada do crime. Segundo a delegada-chefe da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), Camila Cecconello, “é difícil nós falarmos de um crime de ódio, que ele matou pelo fato da vítima ser petista”.

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O policial penal Jorge José da Rocha Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e perigo comum. Ainda segundo a delegada, não há provas que Guaranho voltou para a festa e matou Arruda pelo fato da vítima ser petista.

O inquérito será encaminhado para o MPPR (Ministério Público do Paraná).

Relembre

O guarda municipal e dirigente do PT (Partido dos Trabalhadores) Marcelo Arruda foi assassinado a tiros logo após comemorar 50 anos em Foz do Iguaçu, no Paraná. O crime aconteceu durante a festa de aniversário dele. Marcelo teria sido morto com três tiros disparados pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho. As informações são da Revista Fórum.

> VÍDEO: Câmera capta momento em que dirigente do PT é assassinado a tiros em aniversário

A festa de aniversário tinha como tema o PT e a candidatura de Lula e era realizada na Aresfi (Associação Esportiva Saúde Física Itaipu). Guaranho teria interrompido a festa cerca de 20 minutos antes de cometer o crime.

Ele parou com o carro do lado de fora da sede aos gritos de “é Bolsonaro, seus filhos da puta”. Arruda saiu da festa para ver o que estava acontecendo e viu o revólver apontado para ele.

A mulher de Guaranho, que estava com ele no carro junto com a filha, teria gritado para que o marido parasse. Ele deixou o local, mas prometeu voltar: “Eu vou voltar e matar todos vocês, seus desgraçados”.

Tragédia

Arruda foi até o carro e teria pego o revólver funcional e dito a um convidado da festa: “vai que esse maluco volta mesmo, eu não vou ficar desprevenido”.

Cerca de 20 minutos depois, Guaranho voltou, invadiu o local com a arma. O aniversariante se identificou como guarda municipal e mostrou a arma, mas foi atingido por dois tiros. Um deles atingiu a perna de Arruda, que caiu. O assassino teria se aproximado e atirando novamente.

O guarda municipal recebeu um tiro nas costas, se virou e deu cinco tiros em Guaranho. Um amigo de Marcelo disse à Revista Fórum que “com sua reação, ele conseguiu evitar uma chacina, foi um herói”.

O líder do PT morreu na sequência e Jorge José da Rocha Guaranho estava na manhã deste domingo numa UTI da cidade. Inicialmente, a Polícia Civil paranaense chegou a divulgar que Guaranho havia morrido, mas, em nova nota enviada ainda no domingo (10), foi informado que ele está estável no hospital.

Marcelo Arruda deixou a esposa e quatro filhos, sendo uma menina de seis anos e um bebê de apenas 1 mês.

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