A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta quinta-feira (14) o inquérito que investigou o assassinato de Marcelo Arruda, dirigente do PT (Partido dos Trabalhadores), morto durante a própria festa de aniversário, conforme informações do portal RICMais. O crime aconteceu no último final de semana, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.
Marcelo Aloizio de Arruda morreu durante a própria festa de aniversário – Foto: @prefeituradefozoficial/Reprodução/NDAinda segundo o RICMais, a polícia ouviu 17 pessoas, entre testemunhas e familiares de Marcelo, que é guarda municipal, e do suspeito do crime, policial penal. A polícia paranaense também analisou imagens de câmeras de segurança, além de diligências complementares.
Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (15), a Polícia Civil divulgou que a motivação política foi descartada do crime. Segundo a delegada-chefe da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), Camila Cecconello, “é difícil nós falarmos de um crime de ódio, que ele matou pelo fato da vítima ser petista”.
SeguirO policial penal Jorge José da Rocha Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e perigo comum. Ainda segundo a delegada, não há provas que Guaranho voltou para a festa e matou Arruda pelo fato da vítima ser petista.
O inquérito será encaminhado para o MPPR (Ministério Público do Paraná).
Relembre
O guarda municipal e dirigente do PT (Partido dos Trabalhadores) Marcelo Arruda foi assassinado a tiros logo após comemorar 50 anos em Foz do Iguaçu, no Paraná. O crime aconteceu durante a festa de aniversário dele. Marcelo teria sido morto com três tiros disparados pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho. As informações são da Revista Fórum.
> VÍDEO: Câmera capta momento em que dirigente do PT é assassinado a tiros em aniversário
A festa de aniversário tinha como tema o PT e a candidatura de Lula e era realizada na Aresfi (Associação Esportiva Saúde Física Itaipu). Guaranho teria interrompido a festa cerca de 20 minutos antes de cometer o crime.
Ele parou com o carro do lado de fora da sede aos gritos de “é Bolsonaro, seus filhos da puta”. Arruda saiu da festa para ver o que estava acontecendo e viu o revólver apontado para ele.
A mulher de Guaranho, que estava com ele no carro junto com a filha, teria gritado para que o marido parasse. Ele deixou o local, mas prometeu voltar: “Eu vou voltar e matar todos vocês, seus desgraçados”.
Tragédia
Arruda foi até o carro e teria pego o revólver funcional e dito a um convidado da festa: “vai que esse maluco volta mesmo, eu não vou ficar desprevenido”.
Cerca de 20 minutos depois, Guaranho voltou, invadiu o local com a arma. O aniversariante se identificou como guarda municipal e mostrou a arma, mas foi atingido por dois tiros. Um deles atingiu a perna de Arruda, que caiu. O assassino teria se aproximado e atirando novamente.
O guarda municipal recebeu um tiro nas costas, se virou e deu cinco tiros em Guaranho. Um amigo de Marcelo disse à Revista Fórum que “com sua reação, ele conseguiu evitar uma chacina, foi um herói”.
O líder do PT morreu na sequência e Jorge José da Rocha Guaranho estava na manhã deste domingo numa UTI da cidade. Inicialmente, a Polícia Civil paranaense chegou a divulgar que Guaranho havia morrido, mas, em nova nota enviada ainda no domingo (10), foi informado que ele está estável no hospital.
Marcelo Arruda deixou a esposa e quatro filhos, sendo uma menina de seis anos e um bebê de apenas 1 mês.