Polícia identifica autor de ataque racista contra professor em Joinville

Jonathan Prateat foi vítima de ataques racistas durante evento online realizado pela Acij em agosto de 2020

Redação ND Joinville

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A Polícia Civil de Santa Catarina identificou o autor de um ataque racista contra o professor universitário Jonathan Prateat, ocorrido em agosto no ano passado, em Joinville.

Ao todo, a operação Sertão cumpriu três mandados de busca e apreensão nas cidades de Petrolina e Belém do São Francisco, no interior de Pernambuco.

Operação identificou autor de ataque racista contra professor em Joinville – Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoOperação identificou autor de ataque racista contra professor em Joinville – Foto: Polícia Civil/Divulgação

Durante a ação, foi identificado um adolescente de 15 anos que possui ligação direta ao grupo criminoso e disseminava conteúdo nazista e racista, promovendo ataques a reuniões virtuais em várias regiões do Brasil. Em oitiva formal, acompanhado de seu responsável legal, o adolescente confessou sua participação no ataque promovido.

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Foram apreendidos dois hard drives, um celular e uma pistola. A operação contou também com a participação da Polícia Civil de Pernambuco.

Relembre o caso

A situação ocorreu no dia 27 de agosto de 2020, durante o Seminário Curricularizando a Extensão, promovido pelo Núcleo de Educação da ACIJ (Associação Empresarial de Joinville),

O professor universitário Jonathan Prateat falava sobre ações realizadas em uma comunidade quilombola de Joinville quando teve o microfone silenciado. Em seguida, a transmissão foi invadida e pessoas passaram a ofendê-lo com termos racistas, além de exibirem vídeos pornográficos.

“Infelizmente, para mim, o racismo não dói mais do mesmo modo, porque não deveria ser natural passar por episódios como esse. Mas isso é uma constante na vida de negros e negras. A ofensa foi verbal. Mas há o racismo silencioso do segurança que segue no mercado, do converge que fixa os olhos e mão como quem procura uma arma, da moça que esconde a bolsa quando passo, da pessoa que atravessa a rua quando me vê, isso é diário”, disse Jonathan à época.

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