A Polícia Civil identificou o autor do chamado “golpe do amor” em São Miguel do Oeste, no Oeste catarinense, além de recuperar objetos da vítima.
Catarinense cai no Golpe do Amor de quem ‘morava em Londres – Foto: Willian Ricardo/NDO golpe é realizado por meio das redes sociais, em que o suspeito constrói um relacionamento com mulheres para estabelecer confiança e obter, com o tempo, vantagens patrimoniais.
A investigação é realizada pela Dpcami ( Delegacia de Polícia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de São Miguel do Oeste. Por meio de autorização judicial, a polícia fez diligência de busca e apreensão na casa do suspeito, que usava nome falso.
SeguirNo local, foram encontrados e apreendidos alguns objetos que teriam sido recebidos pelo investigado durante o golpe. A conduta investigada caracteriza crime de estelionato que prevê pena de 1 a 5 anos de prisão.
A polícia alerta sobre os riscos de aproximação com pessoas desconhecidas por meio da internet. Além disso, orienta a comunidade a procurar imediatamente a delegacia mais próxima quando perceber indícios de alguma conduta criminosa.
O golpe foi identificado outras vezes em Santa Catarina. Em março deste ano, uma moradora do interior de Bandeirante, no Extremo-Oeste do Estado, caiu no golpe e perdeu R$28 mil para os estelionatários.
Veja os golpes mais comuns na internet
Os golpes na internet têm acontecido com cada vez mais frequência e, por isso, a Polícia Civil de Santa Catarina alerta para os esquemas mais comuns.
- Perfil falso do WhatsApp: neste tipo de golpe, os criminosos usam uma foto da vítima em uma conta falsa, com um novo número. Depois disso, eles entram em contato com amigos e familiares solicitando dinheiro. Para prevenir, é recomendado manter as imagens do WhatsApp apenas para conhecidos, ficar atento às solicitações de dinheiro e às contas com fotos de conhecidos, mas números diferentes.
- Voucher ou cupom de desconto: os criminosos conseguem o número do WhatsApp da vítima e afirmam que ela foi convidada para participar de um sorteio. Eles entram em contato e pedem para que confirmem a participação com um seis dígitos recebidos no celular. O problema é que o código, na verdade, é a autenticação do WhatsApp da vítima que, se passar a informação, terá a conta clonada automaticamente. Não informar o código a ninguém e habilitar a autenticação em dois fatores é a melhor forma de se proteger.
- Falsos links: neste tipo de golpe os criminosos entram em contato com a vítima, dizendo que se enquadram em promoções, sorteios ou auxílios emergenciais. Um link malicioso é enviado e, caso acessado, encaminha a pessoa para sites falsos de cadastro ou aplicativos capazes de obter informações pessoais. Desconfiar de links recebidos pela internet e entrar em contato com canais oficiais de comunicação pode evitar as invasões. Caso o link seja acessado, informe o banco e procure uma assistência técnica capaz de localizar aplicativos maliciosos.