A Dpacmi (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Criciúma instaurou um inquérito para apurar o caso de injúria racial contra uma menina de sete anos em Santa Catarina.
Mensagem que a mãe recebeu ao postar o vídeo da filha vestida de princesa – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDEla foi chamada de macaca na última sexta-feira (18) por uma mulher após aparecer vestida de princesa Bela, personagem da Disney, em uma gravação feita pela mãe Thaise Romanha Damiani na internet.
Segundo a delegada Juliana Freitas Zappelini, um inquérito para apurar os fatos já foi instaurado e, por envolver criança, segue sob sigilo, como determina a legislação. Ela também informou que ainda não há previsão para conclusão do documento.
SeguirA pena para esses casos é de reclusão de um a seis meses ou multa, conforme o Código Penal.
Relembre o caso
A menina ia para uma festa na escola, quando a mãe Thaise decidiu publicar um vídeo da filha caracterizada de princesa, e foi surpreendida por uma mensagem: “Desculpa aí, mas vi uma macaca se coçando”.
Menina de sete anos vestida de princesa é vítima de racismo na internet – Vídeo: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND
Segundo Thaise, o comentário de ódio veio de uma familiar. “Essa mulher, por incrível que pareça, carrega o mesmo sobrenome que o meu. Ela é prima-irmã do meu pai, mas não temos nenhum contato com ela, além de, no caso, ela ser uma seguidora”, contou a mãe ao ND+.
A situação comoveu Criciúma, no Sul catarinense, onde Thaise mora com a família. Ela já registrou um boletim de ocorrência no mesmo dia por injúria racial.
“Estou aqui com o coração muito dolorido e com pesar de tudo isso que está acontecendo. Não tenho palavras para descrever. É uma mistura de sentimentos. Muita tristeza”, revelou a mãe que é analista administrativa.
Mulher demitida
Após a repercussão do caso, a mulher acusada de ter feito o comentário racista contra uma menina, em seu perfil pessoal na web, foi demitida da empresa de confecção, onde trabalhava no Sul catarinense. A decisão se deu na segunda-feira (21).
Em reposta a diversas manifestações na internet, a empresa informou que não compactua e repudia atos ou comportamentos discriminatórios e também disse que a colaboradora foi desligada da marca.
No comunicado, a confecção ainda reforçou que continuará promovendo a diversidade entre os colaboradores e ações em busca de uma sociedade mais justa e inclusiva.
A reportagem tentou contato com a mulher, mas o seu perfil na web foi excluído.