Diogo de Souza diogo.souza@ndmais.com.br

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Polícia investiga caso de assédio sexual por integrante do alto escalão do Procon SC

Polícia Civil já abriu inquérito para apurar uma denúncia de assédio sexual praticado por integrante do alto escalão do Procon de Santa Catarina

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A Polícia Civil investiga um possível caso de assédio sexual praticado por um integrante do alto escalão do Procon de Santa Catarina. O caso foi registrado nesta quarta-feira (27) e entregue à Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Florianópolis, que abriu inquérito para apurar o caso.

Procon de Santa Catarina; caso de assédio sexual no alto escalão está sendo investigado – Foto: Divulgação/NDProcon de Santa Catarina; caso de assédio sexual no alto escalão está sendo investigado – Foto: Divulgação/ND

A vítima é funcionária de uma empresa terceirizada que presta serviço ao Procon de Santa Catarina.

A mulher de 30 anos registrou um Boletim de Ocorrência onde o acusado, seu superior, insistiu para que fossem até o Centro Administrativo, sede do governo, de carona.

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A mulher ainda admitiu que aceitou devido a insistência do acusado. Ao estranhar o percurso escolhido pelo acusado, a servidora perguntou e ouviu que ele precisava passar em casa, em Palhoça.

Foi lá que o “chefe” pediu um beijo e, diante da recusa, a agarrou e a beijou à força.

O episódio envolvendo a funcionária que estava há 15 dias no cargo revoltou colegas de trabalho e causou grande desconforto pelos bastidores do Centro Administrativo.

Além da denúncia por assédio sexual, à Coluna Bom Dia teve acesso a pelo menos 15 relatos entregues à ouvidoria que acusam o mesmo indivíduo por condutas como abuso de autoridade, assédio moral, além de diferentes episódios de desrespeito.

Os documentos foram registrados junto a Secretaria da Indústria, do Comércio e do Serviço, na qual o Procon faz parte.

Em contato com a pasta, não foi possível confirmar se o acusado passa por alguma sindicância ou procedimento administrativo.

Denúncias de arma de fogo estão com a polícia

Em boa parte dos encaminhamentos enviados a Ouvidoria Geral do Estado o teor é semelhante: abuso de poder por parte do mesmo indivíduo.

Palavras como “desrespeito”, “humilhação” e “perseguição” também são frequentemente utilizadas.

Outros relatos evidenciam o “medo” dos funcionários que insistem em intimidação. Algumas denúncias revelam que o acusado porta – e expõe – arma de fogo.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil que deve abrir um outro procedimento para apurar os casos.