A Polícia Civil irá investigar a funcionária que mentiu que foi esfaqueada dentro de uma escola de Massaranduba, no Norte de Santa Catarina. Ela deve responder um Termo Circunstanciado pela situação.
Funcionária de escola teria mentido ataque como forma de ‘chamar atenção para segurança nas escolas’ – Foto: Governo de SC/DivulgaçãoO caso ocorreu na última segunda-feira (18) no Centro da cidade. Segundo a Polícia Militar, uma denúncia informou que um homem, armado com uma faca, teria invadido o colégio, com intuito de furtar uma bicicleta.
Porém, o suposto ladrão teria sido flagrado pela funcionária e a esfaqueado na perna e no abdômen. A PM passou a fazer buscas na região, porém, durante o depoimento da vítima, a equipe percebeu algumas incoerências.
SeguirAlém disso, imagens das câmeras de monitoramento da escola não haviam flagrado em nenhum momento a invasão ou qualquer atividade criminosa. Questionada, a funcionária, então, confessou que havia inventado a história e que ela mesmo havia feito os cortes, para dar mais veracidade a versão.
Segundo o delegado Diones Pavoni de Freitas, a mulher já foi ouvida e confirmou no depoimento que mentiu sobre a suposta agressão.
“Com isso, será instaurado um TC para apurar essa questão. Por ser um crime de menor potencial ofensivo, ela deve responder por ele diretamente no Fórum, sem precisar da constituição de um advogado”, explica
De acordo com o artigo 340, do Código Penal, o crime de falsa comunicação de crime prevê uma pena de até seis meses de detenção. Após o depoimento, a funcionária foi liberada.
Delegado diz que fato foi isolado
Para a PM, a funcionária relatou que havia tomado tal atitude como uma tentativa de pedir mais segurança nas escolas do município. Ela teria ficado assustada com o que aconteceu na cidade de Saudades.
Sobre isso, Freitas reforça que a tragédia que ocorreu no Oeste catarinense foi um fato isolado e que o Estado não tem histórico desse tipo de crime e, por isso, não há necessidade das pessoas sentirem medo.
“Obviamente não tem como prever já que a identificação desses casos é um pouco delicada, mas qualquer situação está sendo monitorada. Como não há histórico desse tipo de crime, não acredito que isso deva ocorrer novamente”, alega.
O ND+ entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação que informou, por meio de assessoria, que irá tomar todas as providências sobre o caso.