Polícia prende 15 pessoas na segunda fase da Operação Narcos, em Araquari

Suspeitos de tráfico de integrarem organização criminosa foram presos em Araquari e Joinville; mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Balneário Barra do Sul

Foto de Drika Evarini

Drika Evarini Joinville

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A manhã desta quinta-feira (5) começou com 15 pessoas presas em Araquari e Joinville, no Norte de Santa Catarina. A Polícia Civil em conjunto com a Polícia Militar deflagrou, nas primeiras horas da manhã, a segunda fase da Operação Narcos, contra suspeitos de integrar e liderar uma organização criminosa que atua em Araquari e em Balneário Barra do Sul.

Na primeira fase da Operação, 14 pessoas foram presas e nesta quinta-feira (5), outras 15 foram e levadas para a Delegacia  – Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoNa primeira fase da Operação, 14 pessoas foram presas e nesta quinta-feira (5), outras 15 foram e levadas para a Delegacia  – Foto: Polícia Civil/Divulgação

De acordo com o delegado Tiago Escudeiro, são 20 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão, mas cinco pessoas ainda não foram localizadas e estão foragidas. As prisões aconteceram em Araquari e em bairros da zona Sul de Joinville.

Entre os 15 presos, dois foram liberados após assinar um termo circunstanciado. Além disso, entre eles, também houveram duas prisões em flagrante por tráfico de drogas.

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Já os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, também, em Balneário Barra do Sul. A polícia localizou drogas, celulares e dinheiro. 

O delegado explica que os presos serão indiciados por integrarem organização criminosa e há, ainda, prisões em flagrante por tráfico. Além disso, alguns estão sendo investigados por crimes de homicídio.

Escudeiro ressalta, ainda, que a operação tem o objetivo de desestabilizar a organização criminosa, que é responsável pela maioria dos homicídios e outros crimes registrados na região.

“Os outros crimes que ocorrem na cidade giram em torno dessa facção, 90% dos homicídios são envolvidos com a organização criminosa, os roubos são vinculados ao pagamento de dívidas, o tráfico financia, os homicídios, as ‘missões’ repassadas, tudo está ligado. A ideia é que os outros crimes também sejam reduzidos em razão do ataque à facção. O combate gera uma desestabilização na prática desses outros crimes”, salienta.

Os suspeitos estão sendo ouvidos durante todo o dia da polícia, que continua nas ruas a fim de cumprir os mandados restantes.

A segunda fase da operação envolveu cerca de 70 policiais militares e civis. Na primeira fase, 14 pessoas foram presas. 

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