Desdobramento da megaoperação da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Joinville, no Norte de Santa Catarina, que ocorreu em janeiro deste ano, a nova operação que aconteceu nesta quinta-feira, dia 17, acabou com a prisão de mais três criminosos (dois em São Paulo e um em Joinville). Objetivo foi prender criminosos que estariam planejando um grande assalto em Santa Catarina.
Armas, munições, coletes foram apreendidos durante a operação desta quinta-feira, dia 17. – Foto: Polícia Civil de SC/Divulgação NDA operação desta quinta, batizada de “Caixa Verde”, foi deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DRAS/DEIC). Três mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Joinville e Garuva e no Estado de São Paulo.
Em Joinville, a prisão ocorreu no bairro Jarivatuba, zona Sul da cidade. Segundo o delegado Murilo Batalha, que conduziu a operação de janeiro e participou das investigações, o homem preso nesta quinta também seria integrante da organização criminosa presa pela DIC de Joinville em janeiro de 2022. Tem antecedentes por crimes de roubo e de furto em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná. O criminoso também teve participação em todo o material apreendido: fuzis, explosivos e carros.
Seguir“Com o avanço das investigações em conjunto com a DEIC, identificamos outras pessoas e hoje (quinta) cumprimos os mandados”, reforça Murilo Batalha.
Fuzil foi apreendido com o criminoso de 50 anos preso em São Paulo. – Foto: Polícia Civil de SC/Divulgação NDAlém de Joinville, dois homens foram presos em São Paulo. Um deles, de 50 anos, tem longo histórico criminal envolvendo diversos roubos a bancos e de cargas, desde a década de 1990, confrontos com policiais, além de seis fugas do sistema prisional. O criminoso, classificado pela polícia como ‘extremamente perigoso’, estava foragido desde 2018, usava nome falso e foi preso em Taboão da Serra (SP), local onde morava atualmente.
Com ele, foram apreendidos uma carabina (fuzil) calibre 5.56, munições, capacete e colete balísticos, roupas táticas e equipamentos usados em roubos, especialmente contra bancos, tendo sido autuado em flagrante por esses crimes.
Além disso, um terceiro homem foi preso temporariamente em São Paulo, na Vila Brasilândia, e seu envolvimento no crime ainda está sendo apurado.
Os homens permanecerão presos enquanto as investigações prosseguirem em seus respectivos estados.
Foi uma ação conjunta entre as polícias de SC e de SP e que resultou em mais uma fase da operação.
Sobre a investigação
As investigações iniciaram no final de janeiro, na cidade de Araquari, no Norte de Santa Catarina, com a apreensão de mais de 130 kg de explosivos, de 94 artefatos usados para o arrombamento de bancos e bases de valores, cinco caminhonetes blindadas, três fuzis do modelo AK-47, e com a prisão de três homens.
Grande quantidade de explosivos foi apreendida em janeiro deste ano, além de armamento pesado – Foto: PC/DivulgaçãoA quantidade de material apreendido indicava uma grande e violenta ação criminosa, nos moldes da ocorrida em Criciúma, região Sul de Santa Catarina, no final de 2020, que foi evitada no Norte de Santa Catarina pelo trabalho em conjunto das Polícias Civis, com as investigações prosseguindo através da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC) e da Divisão de Investigação Criminal (DIC/PCSC) de Joinvillle, e, em São Paulo, por meio da 5ª Delegacia de Roubos a Bancos da DEIC/SP.
Questionado sobre onde seria o mega-assalto, o delegado Murilo Batalha disse que as investigações ainda prosseguem e, portanto, em razão do sigilo, não pode abrir.
“Estamos atrás de outros indivíduos”, finaliza o delegado titular da DIC Joinville.
Por que “Caixa Verde”
O nome da operação – “Caixa Verde” – decorre dos criminosos utilizaram dezenas de caixas plásticas de cor verde para o transporte dos explosivos, armas e equipamentos.
Foto: Polícia Civil de SC/Divulgação ND