Mais uma prisão feita pela Polícia Civil de Santa Catarina. Nesta quarta-feira (31), a 3ª Delegacia de Polícia de Joinville, com apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos de Goiás e da Delegacia de Investigação de Lavagem de Dinheiro (DLAV), deflagrou uma grande operação contra o estelionato.
Dois carros e uma motocicleta foram apreendidos até agora pela operação. – Foto: Polícia Civil/Divulgação NDOperação policial foi deflagrada nos municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia onde foram cumpridos mandados judiciais após as investigações de fraudes eletrônicas (estelionatos praticados em ambiente cibernético) e lavagem de dinheiro.
As investigações duraram nove meses sob o comando do delegado delegado Leandro Moisés de Souza. Comprovaram que um suspeito natural de Goiás praticou 12 estelionatos contra vítimas catarinenses, na modalidade conhecida como golpe do falso intermediário.
SeguirO estelionatário se passa como intermediário de uma venda de veículos ou outros objetos de alto valor e convence o comprador a creditar os valores na conta de um laranja por ele indicada.
O total dos prejuízos apurado é de R$ 386.500,00.
O que a investigação descobriu
O autor dos estelionatos abriu uma distribuidora de bebidas enquanto ainda estava preso, para lavagem do dinheiro ilícito conseguido com os golpes e adquiriu patrimônio incompatível com os rendimentos e porte da empresa.
Dois indivíduos foram identificados como laranjas, pois ofereceram conscientemente suas contas bancárias para recebimento das vantagens indevidas, a fim de dissimular a origem ilícita do patrimônio do autor dos estelionatos, e serão indiciados por lavagem de dinheiro.
As casas dos investigados e a empresa do autor das fraudes foram alvos de mandados de busca e apreensão.
O autor dos estelionatos foi preso preventivamente e encaminhado à Casa de Prisão Provisória, onde permanecerá a disposição da Justiça catarinense.
Além disso, houve a decretação de medidas assecuratórias (medidas cautelares que visam assegurar os direitos das vítimas e a responsabilização do criminoso) contra o patrimônio dos envolvidos. O objetivo da polícia é ressarcir as vítimas. Em função disso, até o momento, dois carros e uma motocicleta foram sequestrados. Um dos carros será utilizado como viatura policial.
A Polícia Civil ainda não sabe o valor total dos bens apreendidos, até porque o delegado pediu vários bloqueios e ainda não há a contabilização.