Suspeito de participar de tiroteio em casa noturna de São José é preso em Palhoça

Homem estava em Palhoça e não resistiu à prisão; tiroteio aconteceu no dia 21 de março, na boate Dom 242

Foto de Yasmin Mior

Yasmin Mior Florianópolis

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A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina), nesta terça-feira (5), prendeu um dos suspeitos de terem atirado, com o auxílio de armas de fogo, contra a boate Dom 242, localizada na rua Koesa, no bairro Kobrasol, em São José. O tiroteio ocorreu no último dia 21 de março, e deixou uma mulher ferida.

Boate foi atingida por tiros no final de março deste ano – Foto: Divulgação/NDBoate foi atingida por tiros no final de março deste ano – Foto: Divulgação/ND

Desde então, a DIC/PCSC (Divisão de Investigação Criminal) de São José vinha apurando a situação e tentando identificar os culpados. Durante a investigação, foi confirmado que os três suspeitos responsáveis pelo crime são do Rio Grande do Sul, e que utilizaram nomes falsos para entrar na boate.

No interior do estabelecimento, dois deles se desentenderam. Testemunhas afirmaram que ambos eram um casal.

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Eles foram retirados do local pelos seguranças, e o homem não gostou da atitude. De acordo com o comandante da 2ª companhia do 7º BPM (Batalhão da Polícia Militar), capitão Francisco Otávio Lemos da Cunha, isso teria feito com que o homem voltasse ao Dom 242 após a “expulsão” e disparasse cerca de 10 tiros contra a fachada da boate.

Os disparos atingiram a perna de uma mulher de 20 anos, que frequentava a casa noturna naquele momento.

Mulher é levada após ser atingida por um tiro disparado contra fachada de boate – Vídeo: Divulgação/ND

Logo após os tiros, o homem responsável deixou o local em um SUV de luxo. Por conta disso, nesta semana, três mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra os envolvidos na tentativa de homicídio foram expedidos pelo Poder Judiciário.

Os mandados foram cumpridos nos municípios de Palhoça e Balneário Camboriú. Um dos suspeitos foi preso na cidade de Palhoça, não tendo resistido à prisão na abordagem dos policiais. Os outros dois envolvidos continuam foragidos.

No entanto, as investigações continuam com objetivo de localizá-los e prendê-los.

Jogadores são demitidos após tiroteio

Os jogadores Lourenço e Jô, do Avaí, foram demitidos de suas posições após estarem presentes durante os disparos na boate. A decisão ocorreu no dia 22 de março, mesmo após a Polícia descartar qualquer envolvimento dos atletas na situação.

Três jogadores do Figueirense também estavam no local. O time não se pronunciou sobre o assunto.

Confira a nota do Avaí na íntegra:

“O Avaí Futebol Clube tomou ciência dos relatos que, supostamente, indicam a presença de atletas em uma casa noturna nesta madrugada de segunda-feira (21), onde ocorrera uma briga. 

O Avaí está apurando internamente sobre o ocorrido e assim que tomar uma posição irá comunicar ao público. A busca no momento é pela verdade dos fatos e por soluções que protejam o clube, sua imagem e reputação.”

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