Militar do Exército que matou mãe de vizinha será ouvido pela polícia em Itapoá

Após ter fugido da cena do crime, militar reformado se apresentou em um quartel do Exército em Curitiba, no Paraná

Redação ND Joinville

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O suspeito de ter assassinado com sete tiros Sônia Regina Barbosa da Silva, de 40 anos, se apresentou na tarde desta segunda-feira (10) em um quartel do Exército, em Curitiba, no Paraná.  O crime ocorreu na última sexta-feira (7), em Itapoá, no Litoral Norte catarinense.

Sônia estava na casa da filha, em Itapoá, quando foi assassinada a tiros  – Foto: Redes Sociais/Divulgação/NDSônia estava na casa da filha, em Itapoá, quando foi assassinada a tiros  – Foto: Redes Sociais/Divulgação/ND

José Gonçalves de Lima é militar reformado das Forças Armadas e era vizinho da filha da vítima. Segundo o delegado Saul Bogoni Júnior, como não havia sido decretada a prisão e o prazo do flagrante já havia encerrado, o suspeito foi liberado.

O delegado, agora, pretende ouvi-lo ainda essa semana. Segundo Bogoni, há a possibilidade de que ele seja detido após o depoimento, mas depende se, no momento, estarão presentes todos os requisitos legais para decretar a prisão preventiva do homem.

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Evelyn Regina Martins, filha da vítima, que estava presente no momento do crime e teria sido agredida pelo suspeito, prestou depoimento nesta segunda-feira.

Para a polícia, ela informou que o assassinato da mãe foi motivado por uma implicância do vizinho com barulhos.

Relembre o caso

Sônia foi assassinada com sete tiros depois de registrar um boletim de ocorrência contra o suspeito. Ela estava visitando a filha quando se desentendeu com o vizinho.

Segundo o delegado, os desentendimentos eram constantes e, depois de registrar o BO e retornar para a casa da filha, Sônia foi morta dentro de casa. Os disparos atingiram o peito e a cabeça e a vítima morreu na hora.

José Gonçalves de Lima deve ser indicado por homicídio e lesão corporal, mas os crimes podem ser agravados, segundo Bogoni. O homicídio de Sônia ainda pode ser classificado como qualificado por motivo fútil e a lesão corporal de Evelyn como tentativa de homicídio.

Porém, a definição deve ser feita apenas na finalização do inquérito, que deve ocorrer nesta semana, após o depoimento de testemunhas.

A reportagem tentou encontrar o advogado de  José Gonçalves de Lima para ouvir sua versão, mas até o fechamento desta matéria não havia localizado.

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