Entidades representativas dos policiais penais e de agentes de segurança socioeducativos pediram uma audiência com o governador Jorginho Mello (PL) após a confirmação das exonerações do secretário de Administração Prisional e Socioeducativa, Edenilson Schelbauer, e o adjunto da pasta, Neuri Mantelli.
Policiais penais e agentes de segurança socioeducativas querem servidores de carreira no cargos – Foto: Eduardo Valente//Divulgação/NDApesar de reconhecerem que os cargos são de livre nomeação do governador, elas relembram que o chefe do Executivo deve honrar a promessa feita anteriormente, de que seria um servidor de carreira que ocuparia o cargo de secretário.
“Essa promessa reforça a relevância de se considerar a permanência de um servidor de carreira no referido cargo, levando em conta a complexidade e as particularidades que envolvem a atuação da Polícia Penal e Socioeducativo”, apontou a Associação dos Policiais Penais e Agentes de Segurança Socioeducativos do Estado de Santa Catarina em carta aberta enviado ao governador.
SeguirOs dirigentes já sabiam da queda da cúpula na semana passada e já se anteciparam diante da possibilidade do governador indicar outros nomes, fora da categoria, para assumirem os cargos e pediram para Jorginho Mello reavalie a indicação para os cargos, priorizando a permanência de um servidor de carreira em tal função, em cumprimento à promessa anteriormente feita.
Sem retorno do governador
Para a categoria, é essencial que o secretário e o adjunto da Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativo sejam servidores de carreira de uma dessas duas classes, com conhecimento técnico especializado e experiência no sistema prisional ou socioeducativo.
“Um gestor que compreenda as nuances e desafios enfrentados diariamente pelos servidores da área contribuirá significativamente para o aprimoramento e fortalecimento da Polícia Penal e Socioeducativo”, reforçou em carta.
Para a associação, a permanência de servidores de carreira nos cargos trarão estabilidade e engajamento no sistema prisional e socioeducativo do Estado.
Segundo o presidente da Associação, Alexandre Mendes, até o início da tarde desta segunda-feira (21), o Governo do Estado não havia dado um retorno sobre o pedido de audiência.