A morte de uma mulher por asfixia dentro de casa em Itajaí, no Litoral Norte de SC, teve novos desdobramentos quase três meses depois. A Polícia Civil retornou nesta segunda-feira (23) à casa em que o crime ocorreu, e encontrou três quilos de cocaína escondida dentro de uma cama.
Droga foi encontrada na cama da residência em que o crime aconteceu – Foto: Polícia Civil/Reprodução/NDSegundo as investigações da Delegacia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Itajaí, o marido da vítima, de 37 anos, seria o principal suspeito pelo crime.
O feminicídio teria ocorrido após ele, supostamente, ter descoberto uma traição da vítima. Desde então, o suspeito está foragido.
SeguirNesta semana, a Polícia Civil retornou à casa em que o crime ocorreu para buscas complementares. Foi quando quatro pacotes de uma substância em pó branca foram encontradas escondidas dentro de uma cama
Segundo a polícia, constatou-se preliminarmente se tratar de cocaína já misturada com outros elementos.
O material foi apreendido pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí e foi instaurado inquérito policial para apuração da origem do entorpecente. Tanto a vítima como o suspeito do crime de feminicídio possuem histórico por tráfico de drogas.
Relembre o caso
Uma mulher, de 41 anos, foi encontrada morta em casa no bairro Espinheiros, em Itajaí, no dia 7 de novembro de 2022.
O crime veio à tona quando a filha da vítima, de 13 anos, acionou a polícia porque a mãe estava desaparecida.
A menina relatou aos policiais que, na noite anterior, a mãe e o padrasto teriam brigado e saído de casa. O homem disse a menina que levaria a mulher para a casa da mãe dela.
No dia seguinte, a menina ligou para a avó materna, que afirmou que a mulher não estava lá. Ela também não foi vista no trabalho. Com isso, a menina ligou para a polícia. Tanto a filha de 13 anos quanto uma de 5 estavam trancadas em um quarto.
A vítima foi encontrada já morta em outro quarto trancado. Segundo a polícia, não havia sinais de luta corporal, sangue ou de arma de fogo. A suspeita é que ela tenha sido morta por asfixia.
O homem fugiu para o Paraná logo após o crime, mas antes passou na casa de familiares dele em Camboriú e confessou que havia matado a mulher. Os familiares então ligaram para as meninas e orientaram a de 13 anos a ligar para a polícia, o que ela fez.
Familiares do suspeito informaram ainda que ele tinha saído temporariamente da Penitenciária Industrial de Joinville e que deveria voltar dias depois. Ele teria descoberto uma suposta traição da companheira, e não retornou à prisão.