O terremoto que aniquilou o sul da Turquia e o norte da Síria, com mais de 6 mil mortos confirmados até o início da tarde desta terça-feira (7), começa a mostrar histórias de superação em meio ao caos.
Um policial que ajuda nas buscas por sobreviventes do tremor na localidade de Hatay, no Sul da Turquia, conseguiu localizar a própria filha, de 6 anos, que estava havia mais de 24h sob os escombros. Zekeriya Yildiz abraçou e acalmou a menina assim que se encontraram.
Menina foi salva pelo pai – Foto: BULENT KILIC/AFP/NDOs socorristas também localizaram uma bebê recém-nascida viva em meio aos escombros. Ela estava presa à sua mãe falecida pelo cordão umbilical. Os fatos ocorreram no norte da Síria. Ela foi lavada para uma clínica.
SeguirA pequena estava entre as ruínas de um prédio em Jindires, uma cidade no noroeste da Síria duramente atingida pelo terremoto. Esta menina é a única sobrevivente de uma família em que todos os membros morreram quando seu prédio de quatro andares desabou.
Nesta cidade perto da fronteira com a Turquia, as equipes de emergência encontraram os corpos de seu pai, Abdalá Mleihan, sua mãe, Aafra, suas três irmãs, seu irmão e sua tia na segunda-feira (6).
Ajuda internacional
A ajuda internacional deve começar a chegar nesta terça-feira às zonas afetadas pelo terremoto e por seus tremores secundários. O primeiro abalo, na madrugada de segunda-feira, atingiu 7,8 graus de magnitude e foi sentido inclusive no Líbano, no Chipre e no norte do Iraque.
Na Turquia, o número de mortos subiu para 4.544, conforme último balanço da Autoridade de Gestão de Desastres e Emergências. O vice-presidente Fuat Oktay informou que há mais de 20.534 feridos.
Na Síria, 1.712 pessoas faleceram, e 3.640 ficaram feridas, de acordo com os balanços das autoridades de Damasco e das equipes de resgate nas zonas rebeldes.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, decretou estado de emergência por três meses nas dez províncias do sudeste atingidas pelo terremoto.
Com base nos mapas da região afetada, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que “23 milhões de pessoas estão expostas às consequências do terremoto, incluindo cinco milhões de pessoas vulneráveis”.