Policial militar ajuda caixeiros de SC em furtos a bancos e esquema digno de série é desvendado

Com organização que lembra a série La Casa de Papel, caixeiros escaparam da polícia durante um ano, mas foram, enfim, detidos pela Polícia Civil

Foto de Lincoln Pradal e Felipe Bambace

Lincoln Pradal e Felipe Bambace Joinville

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O esquema é engenhoso e digno de série. Com uma organização que lembra La Casa de Papel, um grupo que contava com criminosos de Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi desmantelado nesta quarta-feira (18), após mais de um ano fugindo da polícia.

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    Operação foi deflagrada nesta quarta-feira (18) - Polícia Civil/Divulgação/ND
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A história começa em em Santana dos Garrotes, na Paraíba, onde um dos cabeças do esquema estudou as agências bancárias que seriam mais fáceis de serem furtadas, calculando o tempo de ação e desenhando cada passo para o sucesso dos furtos.

Caixeiros tinham funções específicas na organização

Seria o “crime perfeito”, mas após uma ação do grupo em novembro de 2023, a Polícia Civil conseguiu identificar os envolvidos e iniciou a busca por eles.

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“Durante a investigação, conseguimos fazer o elo e traçar toda empregada no crime, com envolvimento de pessoas de Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Ceará”, explica o delegado Fábio Oliveira.

Cada suspeito tinha uma tarefa específica no esquema, e dois caixeiros de Joinville, de 35 e 42 anos, são peças-chave no crime. Eles eram os responsáveis pelo corte nos caixas eletrônicos, e foram para João Pessoa, na Paraíba, de onde partiram para o interior do Estado para cometer os furtos.

Cinco caixeiros foram detidos nesta semana

Um dos suspeitos já havia sido preso em outra investigação. Já o segundo foi detido na operação realizada pela Polícia Civil nesta quarta, que prendeu outras quatro pessoas.

Entre os presos, um policial militar de Pernambuco, que atuava como motorista dos caixeiros. “A participação do policial militar foi devidamente comprovada pela utilização do veículo dele para a prática do crime”, detalha o delegado.

Ainda conforme Fábio Oliveira, as evidências colhidas ao longo da apuração do caso e na operação desta quarta são suficientes para concluir a investigação. Os suspeitos devem responder por crimes de furto qualificado e organização criminosa.