Já se passaram 13 dias desde que o grupo terrorista Hamas invadiu Israel e fez mais de 200 pessoas de reféns. Desde então, as tensões escalonaram na região, e uma operação militar para resgatar parece quase impossível.
Cartazes buscam por desaparecidos após ataques – Foto: Getty Images/Reprodução/NDEspecialistas alertam que a diplomacia deve ser agora o foco principal, afirma o New York Post. As preocupações crescentes se dão por conta do perfil dos reféns, que incluem crianças, mulheres e idosos de diferentes nacionalidades.
“Não vimos um caso como este na era moderna. Israel deveria negociar a libertação dos reféns como uma prioridade enquanto trabalha para reunir mais informações”, disse ao Post Christopher O’Leary, um ex-funcionário sênior do FBI que liderou equipes de recuperação de reféns.
SeguirEspecialistas também temem pelos ataques aéreos, que podem dificultar a operação de busca e até mesmo provocar mortes ou ferimentos entre os reféns.
Segundo autoridades do Hamas, ao menos 22 reféns foram mortos por ataques israelenses. Israel nega esse número, e diz se tratar de uma “guerra psicológica”.
Os Estados Unidos e o Qatar devem atuar em conjunto, com o país árabe como mediador entre a organização terrorista e os americanos, para negociar a libertação. Ao menos 13 americanos estavam listados entre os reféns.
Nesta sexta-feira (20), duas americanas, mãe e filha, Judith Tai Raanan e Natalie Raanan, foram liberadas pelo Hamas após duas semanas, afirmou a CNN.
Onde o Hamas mantém os reféns?
Ainda não há confirmação exata da localização onde eles estão sendo mantidos. Abu Obeida, porta-voz do braço armado do Hamas, afirmou no Telegram que dezenas de reféns estão em “locais seguros e nos túneis da resistência”.
A fala dele faz referência à extensa rede de túneis subterrâneos sob Gaza, chamada pelas tropas israelenses de metrô de Gaza. A estrutura é usada para se movimentar sem ser detectado e também transferir armas, afirma o The New York Times.
Na segunda-feira (16), o Hamas então divulgou um vídeo de Mia Schem, uma cidadã franco-israelense que parecia estar recebendo cuidados médicos devido a um braço ferido. Ela revelou que estava em Gaza após ser sequestrada no festival de música Nova no dia 7 de outubro.
“Eles estão cuidando de mim, me dando remédio, está tudo bem. Só peço que me levem para casa o mais rápido possível, para meus pais, para meus irmãos”, disse ela. “Tire-me daqui o mais rápido possível. Por favor.”
De onde são os reféns?
Segundo a Reuters, há reféns de dezenas de nacionalidades, além de cidadãos israelenses entre o número total de pessoas. Vinte ou mais americanos estão desaparecidos, sendo que dez estariam entre os reféns do Hamas.
Há 17 tailandeses, 16 argentinos e oito alemães, segundo os países. Pelo menos nove britânicos foram mortos e outros sete estão desaparecidos. A França não divulgou um número exato, porém há sete cidadãos desaparecidos desde o início dos ataques.
Há ainda um cidadão holandês e quatro luso-israelenses no grupo. Uma cidadã chilena-israelense teria sido feita refém junto do marido espanhol, afirma a família. Dois ítalo-israelenses também estão desaparecidos.
O braço armado do Hamas disse na segunda-feira (16) que os não-israelenses sequestrados eram “convidados” que seriam libertados “quando as circunstâncias locais permitirem”.
*Com informações de New York Post, The New York Times e Reuters