Presidente da Turquia declara estado de emergência em 10 províncias após terremoto

Determinação será por três meses e atinge províncias no Sudeste do país devastadas pelo terremoto que provocou milhares de mortes nesta segunda (6)

Foto de AFP

AFP Istambul, Turquia

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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou estado de emergência nesta terça-feira (7) por um período de três meses nas 10 províncias do sudeste do país devastadas pelo terremoto que provocou milhares de mortes.

“Decidimos declarar estado de emergência para assegurar que nosso trabalho (de resgate) possa acontecer de maneira rápida”, afirmou Erdogan em um discurso exibido na televisão.

Recep Tayyip Erdogan decretou estado de emergência em 10 províncias turcas nesta terça (7) – Foto: Reprodução/ YoutubeRecep Tayyip Erdogan decretou estado de emergência em 10 províncias turcas nesta terça (7) – Foto: Reprodução/ Youtube

“Vamos concluir rapidamente os processos presidenciais e parlamentares relacionados com esta decisão, que vai cobrir nossas 10 províncias afetadas pelo terremoto e terá a duração de três meses”, acrescentou.

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Dois terremotos abalaram a Turquia e a vizinha Síria na segunda (6). O primeiro, de 7,8 graus de magnitude, aconteceu às 04h17 locais. O segundo, de magnitude 7,5, ocorreu ao meio-dia.

Os terremotos provocaram mais de 5 mil mortes nos dois países, de acordo com os balanços mais recentes, que não param de aumentar.

A Turquia registrou 3.549 mortes. Na Síria, ao menos 1.602 pessoas faleceram, de acordo com as autoridades de Damasco e as equipes de resgate nas zonas rebeldes.

Ajuda financeira

Erdogan anunciou que o governo enviará mais de 50.000 trabalhadores humanitários à região e vai liberar 100 bilhões de liras (5,3 bilhões de dólares) em ajuda financeira. A gestão da tragédia terá muito peso nas eleições de 14 de maio.

Os trabalhos de resgate na isolada região próxima da Síria foram prejudicados pelas tempestades de inverno, que deixaram algumas rodovias intransitáveis e impedem a entrega de alimentos e ajuda.

O governo enfrenta uma onda de críticas nas redes sociais e é criticado por uma resposta lenta ao maior terremoto.

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