Pouco mais de um mês depois de matar Sônia Regina Barbosa da Silva, de 40 anos, com sete tiros, em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, o militar reformado do Exército, José Gonçalves de Lima, foi preso preventivamente na tarde de quinta-feira (24).
Sônia foi assassinada e, depois de tentar matar Evelyn, José a agrediu antes de fugir – Foto: Redes sociais/divulgação NDDe acordo com o delegado Saul Bogoni Júnior, ele foi preso e encaminhado para um quartel em Curitiba, no Paraná, onde deve aguardar o julgamento. Ele só será transferido se a Justiça solicitar, afirma o delegado.
José invadiu a casa da vizinha, Evelyn Regina Martins, e atirou contra Sônia, que morreu no local. As duas haviam chegado em casa após ir até uma delegacia registrar boletim de ocorrência contra ele após diversas discussões. A alegação do suspeito é de que os vizinhos “o incomodavam por causa do som alto”. Sônia foi morta na cozinha da casa da filha.
SeguirO inquérito, conta o delegado, foi concluído há semanas e o Ministério Público já ofereceu denúncia contra José, que deve ser julgado por feminicídio, tentativa de homicídio e lesão corporal. Depois de atirar contra a mãe, o militar reformado do Exército ainda tentou disparar em Evelyn, mas como a munição havia acabado, José agrediu a filha. Ele fugiu e, dias depois, se apresentou à polícia em Curitiba, mas estava em liberdade aguardando a conclusão do inquérito.
A casa de José foi incendiada no dia 11 de setembro e a polícia trabalha com a hipótese de incêndio criminoso. Antes de as chamas consumirem a residência, duas outras tentativas haviam sido registradas no mesmo mês.