O pedido de demissão do delegado Akira Sato da Delegacia Geral de Política Civil continua repercutindo. Foi tema de debates na Assembleia Legislativa e provocou uma “Nota de Repúdio” contra pressões políticas e de apoio da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária, e uma “Carta” de solidariedade assinada por Delegados de 15 estados.
Laurito Akira Sato em foto oficial de divulgação ao assumir o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina – Foto: Cristiano Estrela/Divulgação/NDNo legislativo, o deputado Ivan Naatz (PL) voltou a disparar contra o governo, denunciando “contratos sem licitação com empresas de amigos do governador” e exigindo esclarecimentos sobre a crise na Polícia Civil. Já o deputado Mauricio Eskudlark (PL) revelou ter falado com Akira Sato e dele não ouviu queixas sobre pressões políticas para engavetar inquéritos.
A Associação Nacional dos Delegados afirma:
Seguir“As Polícia Civis, que por força constitucional exercem a função de polícias judiciárias, revestem-se da natureza de órgãos de Estado e não de governo – o que significa dizer que atuam em estrita obediência Constituição Federal e às Leis, e jamais à mera vontade dos governantes de plantão. Desta maneira, a APDJ considera gravíssima a hipótese de que o delegado de polícia Dr. Akira Sato, ex-chefe da Polícia Civil de Santa Catarina, tenha solicitado sua exoneração por suposta interferência do governo do Estado nos trabalhos da corporação.”
Já a “Carta Aberta” assinada por delegados de 15 estados de todo o Brasil, enfatiza: “As Delegadas e Delegados Titulares das Delegacias de Combate à Corrupção que abaixo subscrevem vem a público manifestar apoio e solidariedade ao Dr. Akira Sato, Delegado de Policia Civil, que foi por 10 (dez) dias Delegado-Geral da Policia Civil do Estado de Santa Catarina. Ao renunciar ao cargo que ocupava, por não aceitar interferência politica em investigação policial, o Dr. Akira demonstrou que é um profissional honrado e digno de admiração e respeito por sua atitude.”
Assim, a versão do governo de que Akira saiu por motivo de saúde não se sustenta com mais estas duas notas públicas.