PRF descarta crime em acidente envolvendo desembargadora de SC responsável pela Mensageiro

Colisão é 'extremamente comum', destaca PRF; Cinthia Beatriz deve retornar ao Tribunal na próxima semana

Foto de Felipe Bottamedi

Felipe Bottamedi Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) descarta ação criminosa no acidente de trânsito sofrido nesta quinta-feira (2) por Cinthia Beatriz Bittencourt Schaefer, desembargadora responsável pela Operação Mensageiro, que investiga a participação de prefeitos em esquema de corrupção 

Schaefer se envolveu em um engavetamento no km 117 da BR-101, em Itajaí, no Litoral Norte. Ela foi encaminhada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Itajaí com ferimentos leves. Ela passa bem e deve retornar ao trabalho na próxima semana, informou o TJSC nesta sexta (3).

PRF descarta crime em acidente envolvendo desembargadora de SC responsável pela MensageiroCarro do TJSC em que estavam a desembargadora e o motorista se envolveu em um engavetamento – Foto: PRF/ Divulgação/ ND

A PRF concluiu um LAPT (Laudo Pericial de Acidente de Trânsito), procedimento comum em acidentes onde há vítimas. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil, mas o caso não chegou a ser encaminhado para investigação.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“Tratou-se de mais uma colisão traseira, situação extremamente comum na BR-101, causada por não manter distância frontal de segurança. Esse tipo de acidente acontece às dezenas, todos os dias, felizmente quase sempre sem vítimas ou apenas lesões leves”, informou a PRF.

O acidente sofrido por Schaefer ocorreu por volta das 14h20 e foi um engavetamento. Seis veículos se envolveram na batida, sendo quatro automóveis e dois caminhões. Duas pessoas sofreram ferimentos leves, segundo a Polícia Rodoviária.

A desembargadora “está bem, ainda em recuperação, e projeta seu retorno ao Tribunal de Justiça já para a próxima semana”, informou o Tribunal de Justiça.

Operação Mensageiro

A Operação Mensageiro apura um esquema de corrupção na coleta de lixo em municípios catarinenses. Segundo a investição, os prefeitos e agentes públicos seguiam regras rígidas para receber a propina e favorecer a empresa envolvida.

A Operação Mensageiro identificou o envolvimento de ao menos 73 agentes públicos em 27 municípios catarinenses com o esquema de corrupção na coleta de lixo. Já foram presos pela operação sete prefeitos catarinenses.

Informações  da investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) dão conta que 13% do valor de cada licitação era desviado pelas administrações municipais.