Nos dois primeiros dias de 2022, dois casos de feminicídio no Planalto Norte Catarinense. Duas mortes, duas famílias que choram pela brutalidade.
Leis mais duras e denúncias para combater a violência contra mulher. – Foto: Pexels e Paulo H. Carvalho/Divulgação/NDNesta segunda (9), outra situação que choca, revolta. Uma jovem de 20 anos que num relato na internet viralizou por mais outra brutalidade: abuso sexual. Perseguida e abusada em plena luz do dia. Numa das ruas mais movimentadas de Joinville: Av. Hermann August Lepper.
O primeiro passo é denunciar, registrar o Boletim de Ocorrência. Em conversa com a mãe da vítima, ouvi a revolta maior de não poder ter a paz da filha ir ou vir do trabalho. Sair para um lazer ou o que for.
SeguirQualquer mãe de uma filha mulher, menina, sente a mesma dor, a mesma revolta. A Polícia Civil já está no caso, com imagens que podem ajudar na identificação do criminoso. O relato triste e de indignar na internet é um alerta. Não há lugar nem hora para uma realidade que precisa mudar com leis severas, punições duras.
Em entrevista à NDTV a vítima inclusive fala: “Quando acontece a gente se sente o ser humano mais repugnante do mundo. Mas é importante falar. Busque rede de apoio, não fique sozinha”, declarou.
É isso mesmo. Por mais que, mesmo com a denúncia alguns queiram, questionar o fato de estar naquela rua, não gritar, enfim, querer julgar, acima de tudo é a união de muitas mulheres que vão começar a fazer a diferença para acabar com esse tipo de crime.
Palavras de uma mãe de menina, jornalista e mulher. Por que também não escrever aqui: mãe de um menino que será sempre educado a entender o respeito e, se preciso for, defender uma mulher. Transformar essa realidade.