Principal autor de sequestro em agência bancária de SC é preso

Crime ocorreu no município de Santa Cecília; o gerente do banco foi feito de refém

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Redação ND Chapecó

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O principal responsável pelo sequestro do gerente de uma agência bancária e sua família, no município de Santa Cecília, no Meio-Oeste de Santa Catarina, foi preso pela DRAS/DEIC (Delegacia de Roubos e Antissequestro) da Polícia Civil de Santa Catarina.

sequestro; agência bancáriaDelegacia de Roubos e Antissequestro atuou na investigação e conseguiu prender o principal suspeito. – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

A prisão ocorreu na última sexta-feira (10). O crime ocorreu no dia 6 de fevereiro. Segundo o delegado titular da DRAS, Anselmo Cruz, pelo menos três criminosos atuaram no sequestro para roubar o dinheiro do banco.

“Enquanto a esposa e as crianças eram levadas para um local desconhecido, os criminosos amarraram o que seria uma bomba explosiva no corpo do gerente, forçando-o a entrar na agência bancária.  Com a intervenção de várias equipes da Polícia Civil, as reféns foram localizadas e o artefato desmontado, sendo identificado que era uma bomba falsa”, comenta o delegado.

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As investigações realizadas em conjunto com a Delegacia de Polícia de Santa Cecília identificaram o homem de 45 anos, natural de Ituporanga, que estava foragido do sistema prisional. “Ele tem mais de quarenta anos de condenação para cumprir por diversos outros crimes de roubo, porte ilegal de armas de fogo e receptação, cometidos em Itajaí, Indaial, Blumenau, Camboriú e Palhoça, e era o líder da ação criminosa”, detalha Cruz.

A prisão ocorreu na cidade de Indaial, após diversas diligências da Equipe de Investigações para localizar o paradeiro do foragido, sem que ele tenha conseguido reagir à abordagem.

As diligências, desde que o crime aconteceu, contaram com o apoio da DIC e da Delegacia de Polícia de Caçador, da Polícia Militar e dos dois helicópteros da Polícia Civil – SARASUL e SAERFRON. O trabalho de investigação continua, para identificar os demais autores e concluir o inquérito policial.

Sequestro “sapatinho”

A DEIC confirmou que a tentativa de assalto foi um sequestro “sapatinho”. Segundo Cruz, o sequestro sapatinho é um dos mais praticados contra bancos e é feito mediante a extorsão de bancários.

A equipe da DEIC saiu de helicóptero de Florianópolis para averiguar a informação de uma faixa com suposto artefato explosivo colocada no corpo do homem.

“A área próxima ao banco foi isolada para garantir a segurança. Verificamos que não era um explosivo verdadeiro, mas sim um simulacro que foi desmontado garantindo a segurança de todos”, detalhou.

Tentativa de assalto ocorreu na tarde desta segunda-feira (6). – Foto: Rádio Alvorada FM/Reprodução/NDTentativa de assalto ocorreu na tarde desta segunda-feira (6). – Foto: Rádio Alvorada FM/Reprodução/ND

Apesar de o sequestro “sapatinho” ser um dos mais utilizados em assaltos a bancos, em Santa Catarina o último registro, anterior ao caso de Santa Cecília, foi registrado em 2015.

“Em 2015 ocorreram três episódios semelhantes a esse no Estado. Todos foram efetuados por uma mesma quadrilha que acabou sendo presa. Não temos muitos registros de crimes como este em Santa Catarina”, relata o delegado titular da DRAS, Anselmo Cruz.

O delegado detalha como ocorre a atuação dos criminosos nesse tipo de sequestro. Segundo Cruz, o nome “sapatinho” é utilizado porque os assaltantes agem na surdina, “devagar” e sem levantar suspeitas.

“Em 2012 houve um assalto a um banco em Florianópolis, cometido por uma quadrilha de Minas Gerais, onde os criminosos usaram terno durante a ação. Na ocasião, o gerente do banco também teve artefatos explosivos falsos colocados junto ao corpo”, lembra.

Alvos dos criminosos

Os alvos desses crimes são gerentes ou funcionários de agências bancárias. Os assaltantes abordam a vítima e depois sequestram a família para aterrorizar e pressionar o funcionário a retirar o dinheiro sem que ninguém perceba.

“Nesses crimes os assaltantes não utilizam armas e agem normalmente, sem chamar a atenção ou levantar suspeitas de quem está próximo”, acrescenta o delegado.

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