Professor de SC é preso a mando do STF em inquérito que apura atos antidemocráticos

Catarinense foi detido pela Polícia Federal de Lages no fim da tarde deste domingo (5) e encaminhado ao presídio do município

Redação ND Florianópolis

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Um professor de Otacílio Costa, na Serra catarinense, foi preso no final da tarde deste domingo (5) pela Polícia Federal de Lages. A ordem de prisão partiu do ministro do STF (Superior Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Advogado do professor postou foto em frente à Polícia Federal, em Lages – Foto: Reprodução/InstagramAdvogado do professor postou foto em frente à Polícia Federal, em Lages – Foto: Reprodução/Instagram

A prisão ocorreu no âmbito do inquérito que apura atos antidemocráticos. A identidade do homem preso não foi revelada.

De acordo com o advogado Silvano Willian Antunes, responsável pela defesa do detido, consta na decisão do ministro que o seu cliente estaria supostamente “convocando a população para a prática de atos criminosos violentos.”

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O motivo da prisão, segundo o advogado, teria sido a participação do homem em uma live na última sexta-feira (3) quando os supostos crimes teriam sido cometidos.

O homem foi encaminhado ao Presídio Regional de Lages. O advogado afirmou que ainda não teve acesso integral ao inquérito.

A defesa aguarda a realização de uma audiência de custódia que deve ocorrer às 16h desta segunda-feira (6) com o STF. Dependendo do resultado da audiência, a defesa deve entrar com um pedido de habeas corpus.

Prisões em SC

Na semana passada, o STF decretou a prisão do morador de Joinville Marcos Antônio Pereira Gomes, de 33 anos, conhecido como Zé Trovão.  Ele se encontra foragido.

O jornalista Wellington Macedo, que também teve mandado de prisão expedido foi detido pela Polícia Federal. Ambos são acusados pelo STF de incitarem atos antidemocráticos.

Investigação

A abertura de inquérito para apurar a organização de atos antidemocráticos foi realizada ainda em abril de 2020 pelo ministro Alexandre de Moraes.

A decisão atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. O procurador-geral justificou o pedido ao STF dizendo que os “fatos em tese delituosos envolvendo a organização de atos contra o regime da democracia participativa brasileira” foram cometidos “por vários cidadãos, inclusive deputados federais”.

Em junho do ano passado, a Polícia Federal cumpriu 21 mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito. As recentes ações do STF são uma das justificativas dos protestos programados em todo o país para esta terça-feira, feriado do dia 7 de Setembro.

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