Professor preso em Joinville recebeu vídeo de estupro e ‘ensinou’ a dopar criança

Informação foi divulgada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, onde uma criança de 8 anos foi abusada sexualmente

Sofia Mayer Joinville

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O caso do professor de Joinville preso, na terça-feira (9), por estupro de vulnerável, acaba de ganhar novos contornos ainda mais obscuros.

Isso porque, segundo investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, ele teria auxiliado um homem a dopar uma criança para que pudesse estuprá-la, em Pinheiro Machado (RS).

Professor foi preso em Joinville na terça-feira (9) – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDProfessor foi preso em Joinville na terça-feira (9) – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

A menina, de 8 anos, era enteada do suspeito e teria sido abusada sexualmente no final de 2020.

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“As investigações começaram no final do ano passado, quando a Polícia Civil prendeu um indivíduo pelo crime de estupro de vulnerável e pela divulgação e armazenamento de conteúdo de pedofilia”, comenta o delegado Cristiano Ritta, responsável pelas investigações.

A partir disso, a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) de Bagé (RS) passou a investigar a rede de distribuição do conteúdo de pornografia infantil, chegando ao professor de Joinville.

Ajudou a dopar vítima

A participação do docente, de 34 anos, que dava aulas de Química em Joinville, foi verificada a partir de troca de mensagens dele com o suspeito do Rio Grande do Sul. Nas conversas, os dois falavam sobre técnicas e produtos que poderiam ser usados para sedar a menina de 8 anos.

“Ele foi preso por ter participação no estupro da criança, tendo em vista que auxiliou o homem a cometer o abuso com indicações de medicamentos e técnicas que deveriam ser usadas”, comenta o delegado.

Os dois respondem pelo estupro e armazenamento pedofilia digital.

Investigações em SC

Um novo inquérito policial foi aberto pela Polícia Civil de Santa Catarina, já que os agentes flagraram arquivos, em aparelhos digitais do professor, com pornografia infantil. Ele foi preso na escola em que trabalhava, no bairro América.

De acordo com o delegado, o docente recebia do comparsa imagens dos atos de estupro. “Eles conversavam sobre o ato. O padrasto filmava o estupro e mandava para o cara de Joinville”, afirma Ritta. “Eles também trocavam mensagens sobre outras meninas”, complementa.

Com a abertura do novo inquérito, será possível identificar se o professor também teria participado diretamente de atos sexuais.

Materiais pornográficos foram encontrados na casa do professor em Joinville – Vídeo: Polícia Civil/Divulgação/ND

Como as investigações iniciais revelaram que uma série de crianças foi vítima de pedofilia pelo professor, o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul transferiu o resto da investigação para Joinville.

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