Após 14 vítimas, quadrilha do ‘golpe do presente’ é presa em Florianópolis

Polícia Civil estima que a quadrilha roubou ao menos R$ 65 mil das 14 vítimas do "golpe do presente", que eram abordadas na data do aniversário

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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Três suspeitos de participar da quadrilha que efetuava o “golpe do presente” em Florianópolis foram presos nesta quinta-feira (2). Segundo a Polícia Civil, ao menos 14 vítimas foram vítimas do golpe, realizado na data de aniversário do alvo.

Três suspeitos pelo "golpe do presente" foram presos na quintaTrês suspeitos pelo “golpe do presente” foram presos na quinta – Foto: Divulgação/ND

Conforme o delegado responsável pelo caso, Paulo Hakim, os três suspeitos passaram por uma audiência de custódia nesta sexta-feira (2) e permanecem presos. Segundo o delegado, os homens são de São Paulo, onde integravam uma facção.

“Segundo eles próprios ali disseram para a gente, hoje em dia compensa muito mais praticar crime de estelionato do que crime violento ou com grave ameaça, tipo roubo”, falou o delegado.

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Além do trio, um quarto suspeito foi identificado, está foragido e é procurado pela polícia.

Segundo Hakim, a quadrilha era especializada em estelionato. Durante a operação de quinta-feira, a Polícia Civil identificou quatro motocicletas utilizadas nos roubos, que tinham as placas trocadas entre si ou adulteradas como estratégia para confundir a polícia.

Carro e motocicleta foram apreendidos durante operação que prendeu suspeitos pelo “golpe do presente” – Foto: PCSC/Divulgação/NDCarro e motocicleta foram apreendidos durante operação que prendeu suspeitos pelo “golpe do presente” – Foto: PCSC/Divulgação/ND

‘Golpe do presente’ roubava vítimas no dia do aniversário

A Polícia Civil estima que a quadrilha roubou ao menos R$ 65 mil das 14 vítimas do “golpe do presente”. Segundo o delegado, o golpe do presente ocorre no dia do aniversário da vítima.

Os suspeitos entravam em contato com o aniversariante e diziam que tinham um presente para entregar. Eles não informavam quem era o remetente e afirmavam que era necessário pagar uma taxa de entrega, que era paga por meio de cartão de crédito ou débito.

Nesse momento, a quadrilha marcava de entregar essa correspondência na casa da vítima. Ali, os suspeitos passavam várias vezes o cartão da vítima sem ela perceber ou utilizavam uma máquina de cartão adulterada.

De acordo com o delegado, a investigação aponta que eles teriam conseguido os dados das vítimas por meio de banco de dados ilegal.

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