Três suspeitos de participar da quadrilha que efetuava o “golpe do presente” em Florianópolis foram presos nesta quinta-feira (2). Segundo a Polícia Civil, ao menos 14 vítimas foram vítimas do golpe, realizado na data de aniversário do alvo.
Três suspeitos pelo “golpe do presente” foram presos na quinta – Foto: Divulgação/NDConforme o delegado responsável pelo caso, Paulo Hakim, os três suspeitos passaram por uma audiência de custódia nesta sexta-feira (2) e permanecem presos. Segundo o delegado, os homens são de São Paulo, onde integravam uma facção.
“Segundo eles próprios ali disseram para a gente, hoje em dia compensa muito mais praticar crime de estelionato do que crime violento ou com grave ameaça, tipo roubo”, falou o delegado.
SeguirAlém do trio, um quarto suspeito foi identificado, está foragido e é procurado pela polícia.
Segundo Hakim, a quadrilha era especializada em estelionato. Durante a operação de quinta-feira, a Polícia Civil identificou quatro motocicletas utilizadas nos roubos, que tinham as placas trocadas entre si ou adulteradas como estratégia para confundir a polícia.
Carro e motocicleta foram apreendidos durante operação que prendeu suspeitos pelo “golpe do presente” – Foto: PCSC/Divulgação/ND‘Golpe do presente’ roubava vítimas no dia do aniversário
A Polícia Civil estima que a quadrilha roubou ao menos R$ 65 mil das 14 vítimas do “golpe do presente”. Segundo o delegado, o golpe do presente ocorre no dia do aniversário da vítima.
Os suspeitos entravam em contato com o aniversariante e diziam que tinham um presente para entregar. Eles não informavam quem era o remetente e afirmavam que era necessário pagar uma taxa de entrega, que era paga por meio de cartão de crédito ou débito.
Nesse momento, a quadrilha marcava de entregar essa correspondência na casa da vítima. Ali, os suspeitos passavam várias vezes o cartão da vítima sem ela perceber ou utilizavam uma máquina de cartão adulterada.
De acordo com o delegado, a investigação aponta que eles teriam conseguido os dados das vítimas por meio de banco de dados ilegal.