Quais baladas assinaram o protocolo “Não se Cale” em Florianópolis

Projeto é baseado no caso que prendeu Daniel Alves por suspeita de estupro, na Espanha

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Redação ND Florianópolis

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Ao menos 13 baladas de Florianópolis adotaram o protocolo “Não se Cale”, lançado nesta quarta-feira (8), na Capital. A medida garante que mulheres vítimas violência sexual sejam identificadas e acolhidas.

Nas baladas que se comprometeram com o projeto, funcionários serão capacitados para identificar e prevenir casos de violência – Foto: Reprodução/NDNas baladas que se comprometeram com o projeto, funcionários serão capacitados para identificar e prevenir casos de violência – Foto: Reprodução/ND

O protocolo foi lançado em uma parceria da Prefeitura de Florianópolis com a OAB-SC. Nas baladas que se comprometeram com o projeto, funcionários serão capacitados para identificar e prevenir casos de violência a cada um ano.

Os estabelecimentos que assinaram o protocolo devem se comprometer ainda, com outras ações que previnam esses casos, como: sinalizar que o local segue o protocolo “Não se cale”, realizar a implantação de câmeras em áreas com pouca iluminação do local ou em pontos estratégicos, entre outros.

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Segundo a OAB, o material descreve também inúmeras orientações de cuidados por tipo de agressão, ou seja, o que fazer em caso de estupro, violação ou importunação sexual; o que fazer em caso de menor de idade ou pessoa em vulnerabilidade química e como agir com o agressor em questão.

Os estabelecimentos e festivais que queiram aderir ao protocolo devem manifestar seu interesse através do e-mail protocolonaosecale@pmf.gov.br. A partir daí, eles serão informados do passo a passo a seguir. O protocolo também pode ser aderido por qualquer outro município interessado, basta encaminhar e-mail.

Saiba quais baladas de Florianópolis assinaram o protocolo:

  • Boteco Quintino
  • Double
  • Salt
  • John Bull
  • Stage
  • Terraza
  • Posh
  • Milk
  • Arts
  • Donna
  • Aqua
  • Ammo Beach
  • P12

Protocolo é baseado em caso que prendeu Daniel Alves na Espanha

O protocolo “Não se Cale” é baseado no caso que prendeu Daniel Alves por suspeita de estupro, na Espanha.

Em 2 de janeiro, uma jovem espanhola denunciou o jogador Daniel Alves por estupro. Segundo a vítima, o crime aconteceu no banheiro de uma boate em Barcelona. No dia, ela chamou um segurança do estabelecimento, que seguiu o protocolo “No Callem” — que significa “Não nos calemos”. As informações são do R7 Notícias.

O protocolo foi criado na cidade catalã em 2018. Ele prevê que sejam adotadas ações imediatas após uma denúncia de estupro para que a vítima seja acolhida, separada do agressor e que sejam tomadas medidas sem demora para a comunicação do caso às autoridades.

A adoção do protocolo “No Callem” vem sendo apontada como decisiva para o aparecimento de evidências contra Daniel Alves. O ex-atleta da seleção brasileira nega que tenha praticado estupro, mas as contradições de versões e o aparecimento de evidências fizeram com que sua prisão fosse decretada, segundo os jornais espanhóis.