Quatro pessoas são indiciadas após investigações sobre fraudes milionárias na Casan

Polícia Civil concluiu na sexta-feira (5) operação que apurou crimes nos contratos da Companhia; revisão de contratos economizou R$ 125 milhões

Redação ND Florianópolis

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A Polícia Civil concluiu na última sexta-feira (5) a “Operação Fosso Limpo”, que investigava uma série de crimes de organização criminosa em contratos da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento).

Quatro pessoas foram indiciadas pela prática de infrações penais, que envolvem fraude a licitações, peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso, entre 2014 e 2015.

Quatro pessoas foram indiciadas após a conclusão da “Operação Fosso Limpo” – Foto: Divulgação/Polícia CivilQuatro pessoas foram indiciadas após a conclusão da “Operação Fosso Limpo” – Foto: Divulgação/Polícia Civil

A investigação se deu por meio da 1ª DECOR (Delegacia Especializada no Combate à Corrupção) da Capital. O inquérito policial foi instaurado para apurar superfaturamentos de horas extras em um contrato de prestação de serviços de limpeza de sistemas de esgoto, firmado por uma sociedade empresarial e a Casan, entre os anos de 2014 e 2015.

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Com o decorrer das investigações, a polícia identificou indícios da prática de fraudes a licitações, peculato e falsidade ideológica.

De acordo com a DECOR, durante o processo de apuração dos fatos foram realizadas buscas e apreensões. Houve ainda o bloqueio judicial de ativos financeiros e o sequestro de sete bens imóveis avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão.  Os autos do inquérito policial foram enviados ao Ministério Público.

Funcionário da Casan envolvido

Em maio de 2021, durante o andamento das investigações, a Casan emitiu uma nota sobre o caso, informando “se prontificar a colaborar com as autoridades no intuito de dar a máxima transparência a fatos ocorridos no passado”.

A Companhia também destacou na época que, conforme as informações da Polícia Civil e do MPC/SC (Ministério Público de Contas de Santa Catarina), as irregularidades envolveriam um funcionário, que já teria sido desligado da Casan.

A diretoria, que assumiu em 2019, passou então a revisar todos os contratos. E a economia com essa medida foi de mais de R$ 11 milhões ao ano.

A revisão se deu em contratos de serviços como zeladoria, locação de veículos, vigilância, limpeza e conservação, vale-refeição, serviços de tecnologia, copa e cozinha e discagem direta 0800.

Na mesma linha, a Companhia alterou os processos licitatórios para ampliar a competitividade e ter ganho de escala. Ainda segundo a Casan, essas mudanças geraram uma economia de mais de R$ 125 milhões entre o valor estimado dos contratos e os valores contratados.

A reportagem do ND+ tentou novo contato com a Casan, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

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