Lisiane Junges é a nova delegada da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Ela é a primeira titular mulher a assumir a delegacia do município. A delegada atua com a DPCAMI desde 2018.
Lisiane Junges é a nova delegada da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Chapecó. — Foto: Michel Rocha/NDTVO primeiro dia da delegada foi nesta segunda-feira (19), anteriormente Lisiane atuava no município de São Miguel do Oeste. Ela conversou com a equipe de reportagem da NDTV e contou sobre o novo momento e a expectativa.
“Entendo que aqui em Chapecó o volume de demanda quantitativamente será muito maior, mas as atribuições da delegacia especializada serão as mesmas que já tratava lá”, disse a nova delegada.
SeguirO delegado regional de Chapecó, Ricardo Casagrande, ressaltou a importância de ter um nome como Lisiane a frente da DPCAMI de Chapecó. Casagrande destacou o conhecimento da colega para tratar dos assuntos da delegacia especializada.
“Ela tem uma visão diferenciada de como conduzir o trabalho na DPCAMI, seja nos processos criminais, como também nos trabalhos sociais. Com isso ganhamos uma profissional com grandes experiências que fará mudanças importantes na delegacia”.
A delegada
A delegada Lisiane é Mestre em Direitos Fundamentais pela UNOESC (Universidade do Oeste de Santa Catarina). Possui graduação em Direito pela Universidade de Cruz Alta, Pós-graduação em Direito Público pela UNOESC e Pós-graduação em Ciências Criminais pela Universidade Uniderp-Anhanguera. Lisiane atua como delegada de Polícia no Estado de Santa Catarina desde 2006.
Ela também é autora de um livro que trata sobre a vivência na DPCAMI. A obra, intitulada “Depoimento especial e proteção integral de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência”, trata da “Lei da Escuta Protegida” (Lei nº 13.431/17).
No texto, Lisiane conta como a legislação auxiliou na mudança da forma das polícias Civil e Federal, Ministério Público e Poder Judiciário ao recebem e ouvirem crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.